
Universo Xamânico
O xamã, não se autoproclama. Ele é chamado para suas tarefas espirituais, passa por treinamentos e então é reconhecido pelas pessoas de sua comunidade.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Retornei no corpo de um branco.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Oração direcionada ao Haiti

Amada Presença EU SOU de toda a humanidade, Infinita e Poderosa Presença EU SOU, a partir do Grande Sol Central, Todos os Grandes Seres Cósmicos e Legiões de Luz, todos os Mestres Ascensos, e toda a hoste Angélica, Lady Althea e sua legiões de Anjos, As equipes de Energia Médica Universal , os Curadores Arcturianos, e todos os Curadores Galáticos.
Nós invocamos a Sua Divina Intervenção AGORA e convocamos a Chama Violeta para transmutar toda a dor, sofrimento, medo e outros negativos, em esperança, amor, milagres e bênçãos para todas as pessoas e animais do Haiti.
Manifesto agora! Manifesto agora! Manifesto agora!
Pedimos que a Chama Violeta purifique todos que fizeram a passagem, para que possam receber sua Ascensão.
Grandes Mestres Ascensos, nós os agradecemos e abençoamos por sua assistência imediata e intervenção divina, em nome do povo do Haiti em sua grande necessidade.
Nós invocamos a Sua Divina Intervenção AGORA e convocamos a Chama Violeta para transmutar toda a dor, sofrimento, medo e outros negativos, em esperança, amor, milagres e bênçãos para todas as pessoas e animais do Haiti.
Manifesto agora! Manifesto agora! Manifesto agora!
Pedimos que a Chama Violeta purifique todos que fizeram a passagem, para que possam receber sua Ascensão.
Grandes Mestres Ascensos, nós os agradecemos e abençoamos por sua assistência imediata e intervenção divina, em nome do povo do Haiti em sua grande necessidade.
Damos graças! Damos graças! Damos graças. Damos graças! Damos graças!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O que imaginamos - Fools Crow, Lakota

Fomos criados por Deus para ser a visão das pessoas. Primeiro vamos definir o objetivo e depois veremos. Se criamos dentro de nós uma imagem ou visão e mantemos essa imagem ou visão em nossa mente, tudo o que imaginar vai aparecer em nossa realidade. Se podemos ver a nós mesmos sendo educados, então as escolas e os professores irão aparecer em nossas vidas. Se criarmos em nossa mente uma pessoa positiva e espiritual para a nossa vida, vai atrair esse tipo de pessoa em nossos relacionamentos. Qual tamanho nossos sonhos podem ter?
"Grande Espírito, deixe minhas visões de hoje serem a sua visão.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
FELIZ OLHAR NOVO

lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2010 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...
Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial... Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!
"Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
Carlos Drumond de Andrade
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Tudo depende de como olhamos!!!
Desejo um 2010 repleto de Amor e Luz!!!
Arlete Funaro
MÃE DO UNIVERSO!
Queremos agradecer pela oportunidade que deste ao homem,Que em teu nome busca a luz do renascer em época tão árdua e difícil.Nós, que ao longo destes séculos, com as mãos entrelaçadas apesar da mente embaçada pelo esquecimento, com fé contida pelas trilhas do sacrifícioPlantamos as sementes do amor, da esperança e da fé renovada, independente do momento histórico que aqui estivemos,Cumprindo e fazendo cumprir as leis que regem o universoNuma serena e silenciosa guerra, lhe agradecemos Grande Deusa do planeta azul!Agradecemos pela luz que acendeste em nossos corações,Quando nos delegaste a tarefa divina de nos tornarmos lanternas incandescentesPara informar e conduzir a tua existência, a tua força e a tua ação,Em meio a toda tecnologia que nos envolve e oprime.Queremos rogar-te que conduza o homem para o uso devido dos direitos Humanos e o justo progresso,Ilumina Grande Mãe, a consciência humana para o uso da inteligência,Ao fabricar foguetes e bases nucleares.Que o homem invente, crie e desenvolva novas técnicas e objetos de “ultima geração”Dentro da segurança que não falha, a segurança moral.Que o homem entenda que doar remédios, alimentos e socorro aos necessitadosÉ uma obrigação de ser e não um compromisso social.Que ser honesto deve ser inerente à personalidade e não um mérito adquirido.Que o amor e a assistência aos animais, ás árvores amigas, e o respeito à Mãe Natureza passem a ser um comportamento real e verdadeiro.Que a consciência livre possa respeitar as leis da tua criação,E receba as bênçãos naturais por fazer parte do sistema cósmico universal. Que possamos viver livres da poluição dos mares e das idéias de alguns homens que ainda habitam este planeta que possamos viver livres do envenenamento, dos ares e dos alimentos industrializados.Que o ódio seja banido do nosso planeta Terra,Que as guerras sejam trancadas para sempre num museu e livros de historia E que nos seja dado o direito de em cada amanhecer e em cada anoitecer Podermos pensar em uma sala de aulas com o coração livre e leveCom a consciência iluminada, porque estamos contribuindo para a paz do novo homem mais centrado a partir do teu renascimento nos corações e no cotidiano do ser humano.Que em todos nós impere o imenso amor que nos mantém a almaE o coração em sintonia com o Todo.Que nossos corações possam bater em perfeita harmonia com o coração da Terra.E que pensando no explendor da paz interiorQue se desenvolve pelos caminhos do amorPossamos qualificar a Deusa que existe em nósPara todos os seres deste planeta...Para todos aqueles que acolhestes no teu grande Útero, a Terra!ABENÇOADO SEJAM TODOS!
sábado, 12 de dezembro de 2009
A Lenda da Pantera e do Dragão

Contam as lendas xamânicas orientaisque existia um Dragão mau que assolava a floresta,seu único objetivo era a destruição da natureza,este Dragão, temia a Pantera,pois esta tinha o hálito tão doce que a simples abertura de sua boca poderia destruir o Dragão,mas ele sabia que a Pantera, após comer, dormia três dias seguidos,e assim nossa lenda se inicia...Os seres da floresta amavam a Pantera, pois ela era a única a defende-los do Dragão,seu olhar era tão poderoso, que ao caçar, ela abaixava seus olhos,para que sua presa, que praticamente se oferecia como alimento,não tivesse o espírito destruído, tamanho o poder de seu olhar!Num certo dia, após se alimentar,ela saltou por entre as montanhas e penetrou em uma das grutas para dormir,lá, a Pantera descansava e sonhava com as estrelas...O Dragão, sabendo disso, iniciou sua empreitada de destruição.Contam as lendas que ele era um espírito revoltado,pois que lhe foi dito que a natureza não foi criada para servi-lo,isto o inundou de ódio pela floresta.O Dragão sobrevoou a floresta e vomitou seu veneno pútrido nas árvores,que definhavam gritando como só as árvores sabem gritar.O veneno escorria pelas montanhas e vales, queimava tudo o que era vivo.As Serpentes, grandes alquimistas, não conseguiam transmutar todo o veneno que o Dragão, incessantemente vomitava, e este continuava sua destruição.O grande guerreiro Tigre enfiou suas garras no veneno,seus esforços eram inúteis, mas era só o que ele podia e sabia fazer para defender a selva.Os Lobos corriam em desespero tentando esconder seus filhotese uivavam em súplicas ao Céu, para que algo os ajudasse,os Ursos choravam, os Peixes recitavam encantamentos,que não davam conta da demanda de veneno,os animais reuniam-se resignados e suas lágrimas acalentavam a Terra,mas esta sabia que iria ser aniquilada.Um pequeno Rouxinol, triste e ferido, vendo tudo isso,se afastou até as montanhas e começou seu canto triste:"Sou a luz que se apaga. Meu canto e o da selva são os mesmos.Triste o fim de minha mãe. Triste o fim de minha amada.Mama Selva se vai. Mama Selva se vai.A pantera não mais fluirá pelas sombras. Não mais..."Ele não sabia, mas atrás de si, abria-se a gruta na qual havia uma cova,aonde adormecera a Pantera, e ao ouvir seu nome, esta se levantou de um salto:- O que esta havendo? Quem canta uma melodia tão triste na entrada da gruta?O Rouxinol, ouvindo um brado tão conhecido esentindo o doce hálito da Pantera mudou o tom da melodia,e sem titubear cantou a crueldade do Dragão,e as glórias de lutas antigas, e o que estava acontecendo.A Pantera urrou de raiva,seu sangue felino ferveu sob o manto negro como o infinito que era sua pele,o brado de sua intenção foi dado:- Morte, morte é o que o vento sussurra nos tímpanos do Dragão!!!!Que meu hálito chegue até suas narinas!!!!Pedindo ajuda à grande Águia mensageira, ela foi carregada ao encontro do Dragão,que já havia sentido o aroma de seu hálito e tentava fugir,mas de um salto a Pantera fincou as garras em seu pescoço,da onde jorrou o sangue grosso e pegajoso do Dragão.Arrebentando-se no solo da floresta o Dragão implorou à Pantera que não o matasse,ele chorou e soluçou, mas seu olhar era o mesmo...A Pantera em dúvida, parou um instante, tempo suficiente para o Dragão fugir...Indignada, a Pantera consultou a grande Phiton; a Cobra;que pelo seu oráculo, foi dito aonde foi se esconder o Dragão:- No coração dos Homens. disse a Sacerdotisa.A Pantera, mais uma vez, urrou, e urrou muito forte, tanto que o Céu inteiro foi atraído,e disse a Pantera: - Faça amor comigo, e terá a solução...Foi o que a Pantera fez, e imediatamente ela ficou grávida, e o Céu lhe disse:- Tenha os seus filhos aonde moram os homens.Com a ajuda da Águia, a Pantera pariu sobre as cidades, e um fenômeno ocorreu;de seu ventre, milhares de luzes cintilantes com as cores do arco-íris saíram, flutuando.Em sua mente, a Pantera ouviu a voz do Céu:- Estes são seus filhos, nasceram como homens e mulheres,mas suas almas serão a mesma que a tua,eles continuarão a sua luta, sob sua proteção; para o trabalho para qual nasceram.Não serão muitos, mas serão poderosos, serão sutis como o movimento da Lua,brilhantes como o Sol, alegres como o som das águas correntes,firmes como as árvores, buscarão a liberdade e amarão a noite,pois ela irá lembrar-lhes a sua cor, se sentirão bem durante o dia,pois este lhe parecerá o seu olhar, fluirão como seu corpo durante a caça,serão chamados de Guerreiros, Xamãs, loucos...Mas terão, no coração, as marcas da tua garra..."E assim nasceram e nascem os Neo-Xamãs, acostumados e prontos para a batalha...quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A Lenda dos Cristais


Num determinado dia, o Espírito Criador esticou seus braços e teve vontade de criar algo que ele nunca havia criado. Como sempre, sua idéia era criar alguma coisa que auxiliasse os seus filhos. Olhou para eles e notou como suas almas brilhavam quando dançavam e se moviam em espiral através do espaço. Eles eram seres magníficos que trouxeram tanto prazer ao seu Pai quando este os criou. Porém o Espírito Criador supôs em seu coração que era tempo de dar mais um passo. Seus filhos necessitavam de uma oportunidade de crescerem. Eles necessitavam de um desafio, de aventura e feitos heróicos. Eles necessitavam reconhecer que eles tinham opiniões e que poderiam controlar seus próprios destinos. Eles necessitavam aprender sobre o poder do amor assim como sobre a percepção. O Espírito Criador inclusive tinham um plano.
Então seus olhos se moveram, abrindo os seus lábios em seguida e finalmente gritou “Eu o tenho!” O Universo interior se agitou com o som de sua voz. Ele criaria um novo planeta onde as almas-crianças poderiam viajar através do tempo. Este planeta teria uma nova forma, uma forma física, e a almas-crianças teriam corpos físicos. Neste planeta, eles se animariam através da necessidade de manter seus egos. Eles teriam muita abundância neste planeta. Eles poderiam aprender ajudando-se e valorizando entre si. E eles poderiam provar seus talentos para criar da mesma maneira que seu Pai havia feito. O Espírito Criador sorriu quando considerou o seu novo plano. Porém seu sorriso poderia ser confundido. Não seria justo deixar essas almas-crianças nesta grande jornada sem um Pai.
Ele não poderia deixar seus filhos completamente independentes. Porém ele poderia enviar uma Mãe. Sim, ela seria de grande ajuda. Então ele tirou de si um pouco de energia feminina e construiu o novo planeta com essa energia. Quando terminou, deu um nome ao planeta: Mãe Terra. Mãe e Pai juntos trabalharam para recepcionar as almas-crianças. A Mãe Terra escolheu a cor do céu e das nuvens. Ela adorava a cor azul. O Espírito Criador viu a necessidade de construir polos magnéticos. Os dois fizeram tudo com muito amor. Porém no dia da chegada das almas-crianças, Mãe Terra entrou em pânico. Estaria ela assumindo muita responsabilidade? E se as coisas saíssem mal? O que ela poderia fazer para corrigi-las? Ela fez estas perguntas ao Espírito Criador. Ele respondeu-a: “É claro que você poderá fazer isto. Nada sairá errado. Você tem que ter fé”.
A Mãe Terra insistiu: “Eu me sentiria melhor se tivéssemos um plano de emergência”. O Espírito Criador estava impaciente, porém achou uma boa idéia de um outro plano de apoio. Durante a noite ele plantou sementes debaixo da superfície da Terra. Segundo este novo plano, as sementes cresceriam e transformar-se-iam em cristais de diversos tamanhos, formas, talentos e cores. Eles trariam beleza, energia e seriam um guia nas vidas das almas-crianças. Eles abririam um novo caminho para a verdade. Eles ensinariam a curar e dar força à vida de todos os que eles tocassem. “Que maravilha”, disse a Mãe Terra. “Quando as almas-crianças precisarem de ajuda eu posso lhes dar os cristais”. O Espírito Criador balançou a cabeça. “Não, você deve permitir que eles encontrem os cristais. Quando uma alma-criança tiver o coração puro e o espírito amoroso, eles poderão levar os cristais consigo. Ele o tocará, o estudará, jogará com eles e descobrira seus pequenos milagres. Essa alma-criança ensinará aos seus irmãos sobre este poder que vem da Mãe Terra. Depois outra alma-criança conhecerá outro cristal e ensinará a outros o que ele também pode fazer. Esses ensinamentos serão passado a outros initerrupitamente”.
A Mãe Terra sorriu porque ela compreendeu que aquela ajuda sempre estaria ali ao alcance das almas-crianças. Eles teriam muito que fazer. Eles viveram num mundo repleto de prazeres, mas algumas vezes as coisas não funcionavam muito bem e muitos caíram doentes. Um día, uma alma-criança muito calada mas de coração puro e espírito amoroso, caminhou por uma pequena trilha e viu um cristal brilhando. Feliz ele pode sentir aquela energia maravilhosa trabalhando no seu corpo e curando-o. Colocando-o na direção do sol, viu lindos raios multi-coloridos. Naquele momento ele sentiu que tinha em suas mãos uma pedra curativa. Com este cristal, ele poderia ajudar seus irmãos a sentirem seus corpos mais energizados e também seus espíritos. Aos poucos, ele ensinou aos outros como usa-lo. Este conhecimento foi passado a outros.
Num outro dia, uma outra alma-criança de coração puro e espírito amoroso encontrou um cristal especial, que lhe contou a história da criação da Mãe Terra. Ele contou essa história a seus irmãos que ensinaram a outras almas-crianças. A cada dia que passava, até os dias atuais, aqueles que tem puro o coração e o espírito amoroso encontram novos tipos de cristais. Ao se comunicarem com essas almas-crianças, os cristais demonstram todo seu entusiasmo em poder ajudar seus irmãos A cada dia que passa, nós aprendemos que fazemos parte do Espírito Criador, da Mãe Terra, dos Cristais e de todos os seres do Universo. Estamos todos relacionados, somos todos irmãos.
Mito da Grande Estrela


O Coiote chegou para Texugo e disse: “Venha, vamos até o alto daqueles penhascos. Há algumas águias lá em cima”. Coiote estava interessado na esposa de Texugo e esperava com isso fazê-lo cair numa armadilha. Coiote persuadiu-o a escalar o penhasco, enquanto ele ficava lá embaixo. Quando Texugo chegou no alto, não viu nenhum ninho de águia, só gafanhotos.
Enquanto Texugo estava no cume. Coiote soprou nas quatro direções das colinas. Ele começou a subir no ar, até chegar ao céu, e depois parou. Texugo teve que ficar lá em cima durante quatro noites. Não havia nada para comer ou beber.
Quatro Serpentes Corredoras viram Texugo, do céu. Essas cobras corredoras eram seres divinos. Eram como sentinelas do mundo superior. Os seres divinos disseram para as serpentes levarem o Texugo até lá em cima. Então elas foram até o penhasco, fizeram uma cruz entre si e transportaram Texugo até o céu. Naquela época, Texugo era uma pessoa, assim como o Coiote e as Serpentes Corredoras.
Quando chegou ao mundo superior, Texugo viu que os seres que ali estavam viviam juntos, em comunidade. Ofereceram-lhe um pouco de carne de cervo e ele lhes falou tudo a respeito de si mesmo, contou-lhes sua história de vida. O Povo Estrela então transmitiu-lhes o conhecimento secreto que se refere aos mortos. Texugo ficou lá durante quatro anos, aprendendo as diversas ramificações do Caminho da Grande Estrela, até sabê-lo perfeitamente. Então lhe foi dito que voltasse para casa, e transmitisse esse conhecimento ao seu povo.
As Serpentes Corredoras entrecruzaram-se de novo e enviaram-no de volta para baixo, para o local onde tinha sido o seu lar. Depois tornaram a desaparecer no céu. Já haviam passado quatro anos desde que ele partira e seu lar estava deserto. Ele encontrou o Atiçador atrás da porta; o atiçador falou com ele e lhe disse que Coiote havia levado sua família embora, na direção leste. Ele foi par leste e encontrou um antigo barracão e mais um atiçador que então lhe disse que sua família e o Coiote tinham vivido por ali por um ano e depois seguiram outra vez para leste. A mesma coisa ocorreu quatro vezes.
Quando ele chegou na Quarta cabana, encontrou sua esposa e filhos em estado lastimável. Chamou as crianças, mas estas não puderam reconhecê-lo porque ele se ausentara quatro anos. Ele lhes deu carne de cervo que havia trazido dos Seres Divinos. Então ouviu Coiote uivar do lado de fora, e percebeu que estava regressando com uma sacola velha com um coelho. Coiote chamou os filhos de Texugo de mendigos e exigiu que eles viessem para fora e cumprimentassem-no do modo certo. Quando chegou à soleira da porta, viu que estavam com seu pai.
Quando chegou à cabana viu que Texugo havia trazido uma bela porção de carne de cervo, muito melhor do que o coelhinho mirrado que tinha apanhado. E disse: “Primo, dê-me um pedaço disso”. Texugo então deu-lhe um pedaço, mas colocou dentro uma estrelinha do céu do mundo, embrulhada, e Coiote comeu tudo. De repente Coiote arremete para fora de casa. Podiam-se ouvir seus passos enquanto corria e, de súbito, cessam. Coiote tinha simplesmente desmaiado e virado de pernas para o ar por causa da estrela dentro dele. Texugo saiu e viu que Coiote estava morto. A estrela tinha queimado sua garganta. Então voltou e viu que sua esposa estava doente porque tinha ficado com Coiote. Por isso realizou o Caminho da Grande Estrela para ela, que se recuperou. Foi assim que o Caminho da Grande Estrela teve início.
Enquanto isso, uma minhoquinha, veio e arrastou o Coiote morto para longe rumo ao norte. Para ajudar a esposa a recuperar suas forças, Texugo saiu a colher ervas e bagos. Enquanto estava procurando, a pele de Coiote de repente veio para cima dele. Era Coiote de volta novamente, ele ainda queria aquela mulher.
Seus olhos não conseguiam enxergar nada porque a pele os cobria por inteiro. Enquanto estava rastejando a esmo, tocou quatro tipos de arbustos. Passou a noite um pouco em cada um, e depois esses arbustos foram aqueles que usou para confeccionar os aros para a cerimônia dos aros. Finalmente uma baioneta de iúca perfurou-lhe a pele. Depois de quatro noites nos arbustos, Texugo pediu à Grande Mosca que fosse até Menino Sagrado e lhe contasse tudo que havia acontecido. Pediu a dois membros do Povo Estrela que o visitassem. Estes vieram e realizaram uma cerimônia especial de cura, com os aros, um para cada direção. Ao engatinhar para passar pelo último, a pele de Coiote foi removida. Foi assim que o Caminho da Grande Estrela, teve ínicio. As estrelas realizaram essa cerimônia em particular e o ajudaram para livrar-se da pele de Coiote.
Cerimônia da Pipa sagrada


Existe uma lenda que diz que dois homens caminhavam juntos, quando, repentinamente, uma linda mulher vestida de branco lhes apareceu. Um deles a olhou com desejo, e por isso, no mesmo instante, caiu morto. O Outro, a olhou com admiração, como quem olha algo divino. Ela se apresentou como a “Mulher Búfalo Branco” e pediu que ele levasse uma mensagem para a sua tribo. Pediu que todos se reunissem dentro do Temazcal (tenda do suor) onde ela apareceria para lhes passar mais instruções sagradas.
E assim foi feito: quando ela finalmente surgiu na “tenda do suor”, apresentou-lhes a “Pipa Sagrada”, a medicina do tabaco e a maneira em que ela deveria ser utilizada. Revelou assim, que seu propósito seria de unir as pessoas em oração, para rogar por tempos melhores diante das dificuldades e agradecer pelas bênçãos. Seria uma maneira poderosa de falar ao pé do ouvido do “Grande Espírito”.
A “Chanupa” – também conhecida como "Pipa Sagrada" ou “petyguá”- é um instrumento que representa o centro da tradição do Caminho Vermelho. Acredita-se que dele, se obtém a conexão com o divino, com o poder de elevar as preces, propósitos, intenções e agradecimentos ao “Grande Espírito”. Por isso o seu compartilhar é tido como um momento de muita honra e é muito reverenciado.
Sua estrutura é dividida em duas partes: a parte aonde vai o tabaco geralmente é feita de pedra representando o Feminino, e o corpo, por onde passa a fumaça, é feito de madeira, representando o masculino. Essa conexão representa o equilíbrio e a harmonia entre estas duas polaridades.
Ao acendê-la, antes mesmo de falar, toma-se uma benção com a fumaça, levando-a para cima da cabeça e logo ao coração. A fumaça não pode ser tragada, pois ela deve subir pura, para que os Espíritos do Grande Mistério entendam com clareza o rezo(pedido ou agradecimento).
É muito importante lembrar que o tabaco utilizado neste ritual não é o industrializado (misturado com materiais químicos, nocivos à saúde) e sim o tabaco “cerimonial”. Segundo Sun Bear (1929-1992) “medicine chief”, escritor e visionário índio Chippewa (Michigan, EUA) o tabaco cerimonial “(...) quando reverenciado no Cachimbo Sagrado, carrega as preces (wishes) para os Espíritos. Fumar tabaco é fazer um chamamento ao plano espiritual para ajudar. Quando alguém fuma por diversão, está continuamente fazendo chamadas aos Espíritos para si com um falso alarme”.
Por mais paradoxal que nos possa parecer, o tabaco sempre foi considerado pelos índios como “Planta de Poder”, tida como uma erva de cura, que, todavia, caiu em mau uso pelos brancos com sua utilização totalmente desvirtuada e abruptamente desregrada. Consideram que, como toda forma de “medicina”, pode fazer muito mal para quem não lhe dá o devido uso. Enfim, cabe a cada um tomar as suas conclusões.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ervas e Plantas Nativas

Os nativos de toda a América têm um legado ancestral no uso da antiga sabedoria da Mãe Natureza através das ervas, plantas, resinas e outras misturas. São empregadas em várias cerimônias, na defumação, na toma, em emplastros, com o objetivo de proporcionar cura de doenças em vários níveis, bem-estar, equilíbrio, sabedoria, limpeza, purificação, e contato com nosso interior e espíritos guardiães. Atenção: nunca utilize ervas sem consultar as contra-indicações e usos adequados.Tabaco
Planta mestra, utilizada com fins rituais e curativos pelos nativos das Américas. Conhecida também pelo nome de Samah, Semma, Kinikinik, ou salgueiro vermelho. Os nativos a fumam em uma pipa sagrada, mascam ou utilizam suas folhas para cura de feridas e outros fins. Regula a energia, purgativo, enxaqueca, repelente. Para proteção e para conexão com o Grande Espírito. O contato com o espírito mestre desta planta nos trás sabedoria e nos ensina a cura. É também utilizado como oferenda. Atenção, a fumaça do tabaco nunca é tragada.
Sálvia Branca
Com formas variadas de uso, pode ser queimada juntamente com o tabaco na pipa sagrada, ou em uma concha ou recipiente próprio, como incenso e defumação. É utilizada para purificar locais sagrados e em várias cerimônias indígenas, como a tenda de suor, rodas de tambores, rodas de cura, por exemplo. Na forma de chá, purifica o organismo. É utilizada para a proteção, o equilíbrio e a purificação do corpo, mente e espírito, para afastar energias intrusas e maus espíritos, assim como para adquirir força, discernimento e sabedoria. Os nativos norte-americanos a chamam de Shkodawabuk. É a única medicina cujo uso é permitido quando as mulheres estão em seu tempo de lua(menstruação). Por ser abortiva, não é aconselhável às mulheres em gestação. É uma medicina que, assim como o cedro, está associada ao feminino.
Lavanda
Indicada para dores, depressão, insônia, paz e calma interior. Para purificar locais e pessoas, seu propósito é a clareza e a cura. Os nativos americanos acreditam que esta erva tem o poder de despertar a beleza e o equilíbrio.
Urucum
A semente do urucum produz um corante vermelho muito utilizado, assim como o jenipapo, cuja tintura é de cor negra, para a pintura corporal dos nativos amazônicos em seus diversos rituais. Os marajoaras pintavam suas cerâmicas com a tintura de urucum, e este é um dos únicos corantes que não é tóxico. A cor vermelha esté associada ao sol e aos guerreiros. Também é utilizado como filtro-solar, e a infusão de suas folhas são utilizadas para problemas no coração, faringite, digestão, expectorante, anti-inflamatório, contusões, cura de feridas e doenças da pele. É rica fonte de cálcio, potássio, ferro, fósforo, vitaminas A, B2 e C. Suas sementes, usadas em uma sacola de cura, ou penduradas em uma tenda de suor, afastam as doenças.
Cedro
Em algumas culturas nativas, o cedro é considerado a "árvore da vida", pois sua queima reúne os quatro elementos: terra, fogo, água e ar. A fumaça do cedro nos lembra de que as pessoas, os animais e as plantas são todos Parentes, são todos o mesmo tipo de ser, interligados, comunicando-se em uma linguagem que pode ser relembrada pela memória de nossas células. É conhecido pelos nativos norte-americanos também pelos nomes: Keezhik, Gad(navajo), giizhag (Ojibwe/Chippewa), Miskwawak. Os tipos mais usados são o Red Cedar(cedro vermelho) e o White Cedar(cedro branco também conhecido por junípero). Serve para purificar e afastar energias intrusas, bem como para atrair boas influências. Para os Cherokees, é uma planta protetora, pois sua árvore possui espíritos guardiães. Muitos carregam cedro em suas sacolas de medicina e cura, para afastar maus espíritos. Na tenda do suor, é utilizado para a purificá-la, bem como é utilizada nas defumações.
Folha de Coca: alimento para o corpo, o espírito e o coração
Achados arqueológicos mostram vestígios de uso das folhas de coca (Erythroxylon Coca) há 2 mil anos a.C. Como diziam e dizem os cronistas da história andina, tudo se fazia e se faz com a folha de coca, desde a hora em que acordam até a hora em que dormem. Milhares de andinos elevam ao alto suas folhas de coca, seus pensamentos e sua devoção todos os dias, buscando a reciprocidade com aquela que nos dá o dom da vida, a Mãe Terra Pachamama.O ato de mascar coca se chama picchar, e a llipt'a é como uma pasta de cor escura, feita com cinza de plantas como a kañiwa(Chenopodium pallidicaule aellen), planta do altiplano boliviano e peruano, que usada junto com as folhas da coca extrai melhor suas propriedades nutrientes e curativas. A coca, uma folha de cor verde oliva, às vezes amarga, às vezes doce, para os andinos não é considerada "droga", no sentido pejorativo de dano e degeneração que conhecemos, pois para eles "droga" é o que o homem produziu com suas próprias mãos para outros fins usando uma dádiva curativa da Mãe Terra. Houve-se falar da maldição inca, de que quando o homem branco fizesse mal uso da planta sagrada, ela o destruiria, e eis que aí temos a cocaína, alterada quimicamente, destruindo muitas vidas. Os efeitos medicinais da folha da coca são como de um estimulante, além de melhorar o metabolismo, a orxigenação do sangue, a freqüência respiratória, o mal de altura (mal de puna ou soroche), diarréias, dores de cabeça, anemias, tirar a fome e ajudar em problemas estomacais. Por ser estimulante e revigorante, as folhas de coca são mastigadas pelos camponeses com o propósito de recarga das energias no duro trabalho empreendido nos campos e nas grandes altitudes. A composição da folha de coca contém fósforo, ferro, cálcio, proteínas, carboidratos, vitaminas como a A, B1, B2 e C.Os Paqos, sacerdotes andinos, usam uma chuspa, uma bolsinha de tecido ou de pele de lhama para carregar as folhas de coca. Fazem adivinhação através das folhas e também oferendas importantes para retribuir à Pachamama o dom da vida e seu sustento que vem da terra. A principal oferenda ritual chama-se k’intu que compreende três folhas de coca (ou seis ou nove, ou mais, múltiplos de três), sendo que a maior folha é dedicada aos Apus, espíritos da natureza protetores representados nas montanhas e picos andinos. Os Apus (que em quéchua significa “Senhores”) são respeitados e invocados nos rituais. Entre os eles estão: Apu Salcantay, Apu Ausangate, Apu Willkamayu, Apu Sawasiray, Verônica, Putukusi, Machu Picchu, Huayna Picchu, entre outros. A segunda folha, mediana, é dedicada à Pachamama, mãe terra, nutridora, provedora da vida. E a terceira folha, de menor tamanho, representa a humanidade. Essas folhas são consagradas com um pequeno sopro ou com o hálito, que significa o sopro de vida que todos temos dentro de nós. Junta-se também as folhas a oferendas que contém tabaco, cigarros, bebidas, doces, chamadas por alguns de "pagos" ou "despachos".As folhas de coca também podem ser usadas para troca, para retribuir serviços, ou como sinal de amizade e partilha. É interessante observar, para quem já teve a oportunidade, as relações interpessoais que se estabelecem através do ato de compartilhar a coca para a mastigação. Esse ato chama-se hallpay. Marcou-me muito certa vez que tive a oportunidade de compartilhar com uma senhora campesina. Eu estava em Q'enqo, numa tarde fria e ensolarada, lendo, meditando, admirando a paisagem natural e humana, quando passa por mim há alguns metros uma senhora campesina com seus animais. Ela acomodou-se entre as pedras para descansar. Eu estava encantada com as pequenas ovelhas e me aproximei oferecendo à senhora algumas folhas de coca. Por um momento compartilhamos em silêncio enquanto mascávamos a coca, mas esse ato silencioso foi suficiente para que conectássemos a nossa energia de algum modo. Depois conversamos sobre os animais e ela agradeceu as folhas. Essa é uma situação simples, mas um simples ato de compartilhar nos aproximou. Em cada lugar que vamos é muito bonito o ato de oferecermos e compartilharmos a coca, é partilhar algo sagrado, pois a coca é um brinde à vida, um grande presente da mãe natureza àquele povo humilde, mas com tanta sabedoria.Há uma energia muito forte de identidade entre os povos andinos através das folhas de coca e é impossível dissociar um do outro. Entender o que representa a coca e seus usos, é compreender o legado ancestral, é compreender a essência desses povos que habitaram e habitam o altiplano boliviano e peruano, bem como as grandes altitudes. A conexão do povo andino com seus protetores e com a Mãe Terra é a essência de sua cosmovisão.
Cravo (flor)
A flor é muito utilizada nos Andes em cerimônias e oferendas, sendo as de cor vermelha dedicadas à Pachamama(Mãe Terra), e as de cor branca dedicadas aos espíritos tutelares(apus). Na medicina Kallawaya, curandeiros da Bolívia, cuja palavra significa "medicina andante", a infusão fria serve para lavar os olhos e tonificar os sistema nervoso. Na forma de chá, as folhas fervidas acalmam a tosse, resfriados e cólicas.
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INCENSOS FINALIDADES
INCENSOS
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
CODIGO DOS INDIOS AMERICANOS
Extraído do livro "O Sucesso está no equilíbrio", de Robert Wong.1 - Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.
2 - Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.
3 - Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.
5 - Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não foi ganho nem foi dado, não é seu.
6 - Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
7 - Respeite os pensamentos, os desejos e as palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito de expressão pessoal.
8 - Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você coloca para fora, no Universo, voltará multiplicada a você.9 - Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
10 - Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.
11 - A Natureza não é para nós, ela é parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.
12 - As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lição de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para que cresçam.
13 - Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros retornará a você.
14 - Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.
16 - Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.
17 - Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isso é proibido.
18 - Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.
19 - Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.
20 - Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade
A Águia Gigante

Naquele tempo, os indígenas eram todos muito pequenos e fracos, somente estes dois meninos do rio cresceram gigantes. Entretanto, os índios da aldeia, nada sabiam sobre eles, já que somente os pais visitavam os filhos. Quando se tornaram homens, o pai deixou que saíssem das águas, e vivessem na aldeia em companhia dos pais. Mas todos se amedrontaram com aqueles gigantes, sobre quem o pai e a mãe jamais lhes haviam falado. O pai construiu para os filhos uma casa gigante e lhes falou da ave rapina que tinha devorado sua tia paterna. Então, os filhos partiram em busca da ave a fim de vingar a morte da tia. Lá muito longe, na borda do grande cerrado, havia uma enorme árvore, cujos ramos abrigavam o ninho da águia gigantesca. Suas garras eram tão grossas quanto um tronco de árvore, a cavidade de sua boca era parecida com a fauce do tapir, suas plumas lembravam folhas de bananeira e seus olhos eram de um tamanho aterrorizador. A ave já havia devorado muitos indígenas: facilmente os tomava em suas garras enormes e os levava pelos ares. Os índios viviam aterrorizados, e temendo-a, nem se arriscavam a ir para fora da aldeia. Os homens gigantes, armados de machado e lança, cuja ponta era feita de um grande osso de jaguar, foram até a árvore em que estava o ninho da águia. Ao se aproximarem a águia os avistou e imediatamente precipitou-se sobre um deles que se defendeu com o machado. O outro, veio correndo e matou-a com a ponta óssea da lança. Na luta entre a águia e os dois indígenas, a ave perdeu sua penugem. Os dois ancestrais Caiapós sopraram no monte de penas, espalhando-as em todas as direções do vento. Com isso, a penugem transformou-se em pássaros pequenos e, desde então, existem pássaros de toda a espécie. Texto pesquisado e desenvolvido por
Aprendendo com os Mitos e Lendas
Os Xamãs foram os primeiros contadores de estórias, tecendo os mitos que ainda hoje nos emocionam. O melhor modo de se ensinar ainda é através da parábola, um tipo especial de estória. O xamã deve aprender o maior número possível de estórias, lendas, contos apócrifos e mitos. Porém, a mais importante estória a ser aprendida é a sua própria. Não só você deve aprendê-la, como também deve aprender a contá-la, para a mais exigente platéia que existe: você mesmo.Tudo possui as qualidades do mito. A vida é cheia de alusões míticas, as quais você, como um xamã contador de estórias, deve aprender a cantar. Por esta razão, você deve prosseguir em sua exploração pessoal das infinitas dimensões interiores do universo. Sempre que um xamã ingressa no Outro Mundo, retorna com uma nova estória para contar.As práticas religiosas convencionais, por mais válidas que sejam, costumem desapontar, pois não atendem ao profundo desejo que os humanos nutrem por mitos. Como diz Alberto Villoldo em seu livro The Four Winds, qualquer sacerdote não passa de um 'zelador de mitos,' enquanto que o xamã penetra nas regiões mais profundas do Outro Mundo e retorna com novos mitos em criação. Ele então os preserva, como os xamãs fazem desde tempos imemoriais.O grande mitógrafo Joseph Campbell disse, em mais de uma oportunidade, que ele cria que uma mitologia para a nossa era não só era necessária, como estava em formação, apesar de não saber precisar que forma ela teria. Creio que esta pode muito bem ser o mito xamânico, e que, ao resgatar as lendas e os ensinamentos da tradição celta, estaremos começando a construir nossa própria parte nesse mito. O xamanismo atende tão bem às necessidades do mundo justamente por ter como base um conjunto comum de percepções, e porque ele se relaciona de modo preciso com o mundo em que vivemos.Se assim é, o que nós, Xamãs Celtas, podemos fazer para acrescentar nossas próprias vozes a esta estória em evolução? Devemos aprender algumas das histórias maravilhosas encontradas na ancestral literatura celta. As antigas lendas eram outrora narradas nos salões dos reis celtas. Ao trabalhar com elas, você se aproximará dos espíritos do povo celta, e de seus poetas-xamãs e contadores de estórias. Elas não são inacessíveis, como alguns podem imaginar, e representam o melhor meio de se conectar à tradição das terras celtas. Quando encontrar uma lenda que possua elementos xamânicos (ou que lhe seja interessante), tente memorizá-la.Isto não é tão difícil quanto se pode imaginar. Não se trata de repetir as mesmas palavras todas as vezes, mas de conhecer os componentes da estória e o modo como eles se encaixam. Depois que compreender isto, você poderá contar as estórias a quem desejar ouvi-las - e certamente todos gostam de uma boa estória!Com o tempo, você se verá pronto para começar a contar uma outra estória - a sua própria. Toda a sua vida é uma estória, e há muito a se aprender quando, de tempos em tempos, revemos nossas vidas. Tente relatar alguns pequenos episódios em voz alta para você mesmo, como se estivesse repetindo uma anedota num círculo de amigos, à mesa de jantar. Desta vez, porém, não omita nada, como pode se ver tentado a fazer em outras circunstâncias, e procure conscientemente pelos padrões ocultos que formam todas as nossas vidas. Busque as referências importantes a características suas das quais você não se dá conta. Você se surpreenderá com a natureza reveladora das coisas de que você 'se lembrará.'Deixei um dos ensinamentos mais importantes praticamente para o fim: como recontar a sua própria estória. Os celtas amavam lendas, e possuíam uma classe profissional, os bardos e seanachies, cuja tarefa era memorizar centenas de estórias. Muitas destas se perderam para sempre, apesar de conhecermos os nomes de algumas. Mais importante do que isso, porém, é aprender a contar sua lenda em todos os dias de sua vida. Qual é a sua estória? Que tipo de pessoa ela faz de você? Você é um guerreiro, um curandeiro, um músico, um viajante? Estes são apenas alguns dos papéis que você pode desempenhar - talvez diversos durante sua vida. Você deve perguntar a si mesmo em que tipo de lenda você vive, e então poderá começar a contá-la, a princípio somente para você, talvez. Você pode escrevê-la, e lê-la novamente após algumas semanas. Veja, então, se consegue identificar os padrões que se ocultam sob a superfície.O ato de contar estórias é uma forma de ensino usada desde os primórdios dos tempos. As parábolas de Cristo e dos monges celtas eram estórias que nos ensinavam a viver. Entre os nativos da América do Norte, os Aborígenes da Austrália e os cantores Sami da Lapônia, por exemplo, existem repertórios virtualmente infinitos de lendas que narram a recriação e a perpetuação do sagrado, e a relação das pessoas com este último. As antigas estórias e canções tradicionais recitadas pelos bardos celtas visavam a, simultaneamente, entreter e instruir. As estórias e lendas dos celtas nos falam do Outro Mundo, deste mundo, de nós mesmos. Convém aprender ao menos algumas de cor; não importa se as palavras não são sempre as mesmas, desde que os elementos da estória estejam firmemente enraizados em você. Assim, você poderá contá-las a qualquer um que deseje ouvi-las, e você poderá se surpreender com a quantidade de pessoas interessadas. Tente contá-las a seus filhos; venho contando estórias mágicas a meu filho desde que ele era crescido o bastante para compreender minhas palavras. Por vezes, ele as entende melhor do que eu!Assim, ouça as antigas estórias, e você verá o quanto aprenderá. Muitos dos antigos ensinamentos estão contidos nessas lendas, apenas aguardando para serem retirados e praticados. Depois de um certo tempo, você verá que novas estórias surgirão a você, talvez contendo elementos das antigas lendas que se revelam de outras formas. Escreva-as, e tente decorá-las. Se você é capaz de memorizá-las sem precisar escrever, tanto melhor, pois assim elas serão realmente uma parte de você.domingo, 22 de novembro de 2009
Oração Lakota
Wakan Tanka, Grande Mistério, ensine-me a confiar em meu coração, em minha mente, em minha intuição, em minha sabedoria interna, nos sentidos de meu corpo, nas bênçãos do meu espírito. Ensine-me a confiar nestas coisas, para que possa entrar em meu Espaço Sagrado e amar além do meu medo, e assim Caminhar com Beleza com a passagem de cada Sol glorioso. De acordo com o Povo Nativo, o Espaço Sagrado é o espaço entre a exalação e a inspiração. Caminhar em com Beleza é ter o Céu (espiritualidade) e a Terra (físico) em Harmonia.
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Oração pela Libertação dos Povos Indígenas
Parem de podar as minhas folhas e tirar minha enxada Basta de afogar as minhas crenças e torar minha raíz. Cessem de arrancar os meus pulmões e sufocar minha razão Chega de matar minhas cantigas e calar minha voz. Não se seca a raíz de quem tem sementes Espalhadas pela terra pra brotar. Não se apaga dos avós - rica memória Veia ancestral: rituais para se lembrar Não se aparam largas asas Que o céu é liberdade E a fé é encontrá-la. Rogai por nós, meu pai-Xamã Pra que o espírito ruim da mata Não provoque a fraqueza, a miséria e a morte. Rogai por nós - terra nossa mãe Pra que essas roupas rotas E esses homens maus Se acabem ao toque dos maracás. Afastai-nos das desgraça, da cachaça e da discórdia, Ajudai a unidade entre as nações. Alumiai homens, mulheres e crianças, Apagai entre os fortes a inveja e a ingratidão. Dai-nos luz, fé, a vida nas pajelanças, Evitai, Ó Tupã, a violência e a matança. Num lugar sagrado junto ao igarapé. Nas noites de lua cheia, ó MARÇAL, chamai Os espíritos das rochas para dançarmos o Toré. Trazei-nos nas festas da mandioca e pajés Uma resistência de vida Após bebermos nossa chicha com fé. Rogai por nós, aves-dos-céus Pra que venham onças, caititus, siriemas e capivaras Cingir rios Jurema, São Francisco ou Paraná. Cingir até os mares do Atlântico Porque pacíficos somos, no entanto. Mostrai nossa caminho feito boto Alumiai pro futuro nossa estrela Ajudai a tocar as flautas mágicas Pra vos cantar uma cantiga de oferenda Ou dançar num ritual Iamaká. Rogai por nós, ave-Xamã No Nordeste, no Sul toda manhã. No Amazonas, agreste ou no coração da cunhã. Rogai por nós, araras, pintados ou tatus, Vinde em nosso encontro Meu Deus, NHENDIRU ! Fazei feliz nossa mintã Que de barrigas índias vão renascer. Dai-nos cada dia de esperança Porque só pedimos terra e paz Pra nossas pobres - essas ricas crianças. Nhendiru: Deus Mintã: criança (Eliane Potiguara)















