A

Apresentação

"O xamã, não se autoproclama. Ele é chamado para suas tarefas espirituais, passa por treinamentos, então é reconhecido pelas pessoas de sua comunidade."

3 de dezembro de 2011

Animais de Poder (Totem)


Só recentemente os Seres Humanos deixaram de viver com a Terra. Antigamente, todas as manifestações da Natureza estava presentes, tanto no espaço profano como no espaço sagrado. Os Animais faziam parte das várias realidades dos Homens, como companheiros, sustento e símbolo - uma riqueza que vai desaparecendo graças à amnésia que nos imprime o modo de vida moderno. Porém, os Animais continuam a povoar o nosso imaginário como Arquétipos que podem ser invocados para cura e conhecimento. Uma herança preciosa...




As várias tradições evocam o espírito dos animais, bem como as suas forças e virtudes, tanto através de rituais como através de numerosos talismãs em forma de animal, tatuagens, esculturas e representações gráficas. Cada animal associado a uma determinada cultura é portador de sabedoria, podendo ser adoptado como Animal de Poder,

27 de novembro de 2011

Lenda do primeiro xamã



Entre os caçadores:

Conta a lenda que, no princípio, só existiam os deuses no Oriente e os maus espíritos no Ocidente.
Os deuses criaram os homens, que viveram felizes até o momento em que os maus espíritos espalharam
a doença e a morte sobre a Terra. Os Homens pediram, então, que os deuses lhes enviassem um ser
poderoso que os defendessem.

Os deuses enviaram a Águia, mas os Humanos, desde os tempos primordiais, já eram orgulhosos e não
quiseram aceitar um pássaro, que nem mesmo falava sua linguagem, como o seu salvador.

A Águia resoluta retorna aos deuses e pede que lhe seja dado o Dom da Fala.
Os deuses a mandam de volta com a ordem de entregar o Dom da Fala do Xamanismo à primeira pessoa que
ela encontrasse. Esta é uma bela mulher,

6 de outubro de 2011

GRANDE ESPÍRITO



Oh! Grande Espírito, que criou tudo antes e que reside em cada objeto, em cada pessoa e em todos os lugares, nós acreditamos em Ti. Nós Te invocamos dos mais distantes lugares para nossa presente consciência.

Oh! Grande Espírito do Norte, que dá asas às águas do ar e rola a grossa tempestade de neve antes de Ti. Tu, que cobres a Terra com um brilhante tapete de cristal, principalmente onde a profunda tranquilidade de cada som é maravilhosa. Tempera-nos com a força para permanecermos como parte da nevasca; sim, faça-nos agradecidos pela beleza que flui e se aprofunda sobre a quente Terra em seu despertar.

Oh! Grande Espírito do Leste, a Terra do Sol Nascente. Tu que seguras em Tua mão direita os anos de nossas vidas e em Tua mão esquerda as oportunidades de cada dia. Sustenta-nos para que não esqueçamos nossas oportunidades,

27 de setembro de 2011

DOIS SÓIS, A LUA E O TAMBOR



Dois sóis se alinham nos espaços infinitos e tocam o universo do aqui...




A lua, bonita, cheia e preenchida com as vibrações do amor é coração da noite... É iluminação nos caminhos... É inspiração nos destinos.


Reunidos na cabana da aceitação, os abraços chegam felizes e partilham a saudade das muitas moradas. Partilham o reencontro das tribos nos espaços sagrados da vida e a sutileza de se sentir...


Parte de si mesmo... Partes do outro... E parte mergulhada no Eterno Grão Indivisível!


O coração abraça o coração, assim como o sol abraça o outro sol, no alinhamento dos sentimentos.


O beijo toca a face e a alma, assim como a luz ilumina a lua de nossas noites, mostrando nosso céu noturno e nossos mistérios.


Diante de nossos olhos está o tambor-coração... E em nossas mãos e em nossas vozes a extensão de nós mesmos, de nossos sentimentos, intenções e mágicas integrações...


Segurando a baqueta das transformações - a consciência das mudanças - vibra o ritmo dos eternos círculos de crescimento... Tocamos a vida... Tocamos nossos sonhos... Tocamos nossa canção em honra aos antigos, em honra aos presentes, em honra aos futuros.


Sim, o som da cura reverbera pelo espaço sagrado... Somos visitados pela dança invisível dos ancestrais, pela danças dos animais, dos espíritos da natureza e dos seres do tambor.


É, uma força renasce nos tempos fora dos tempos e nutre, contagia e eleva.


A intuição e as energias florescem como canção no desabrochar das pétalas de gratidão. São mensageiros do coração que pavimentam os caminhos da beleza nos sons da paz, do amor e da alegria.


No meio do tambor, no centro de tudo, as cores da aurora boreal, as cores das almas que se misturam e faz do agora ser mais lindo do que o outrora.


E assim os espíritos do vento distribuem as qualidades positivas às quatro direções, aos quatro portais; no alto, no meio e no profundo da evolução que todos sejam beneficiados! Que todos sejam felizes!





A DANÇA DO TAMBOR NO CORAÇÃO!

Lembram das curvas e pedras, a caminho do sol, na subida à montanha?
Recordam, agora e além dos tempos, das lições silenciosas do caminho sagrado?
Quando desprendidos de tudo o que pensavam, dançavam, na entrega ao Grande Coração!
Sim, os espíritos ancestrais estavam e dançavam, estão e dançam, a mesma dança!

Caminham de mãos dadas no labirinto de suas próprias vidas, pelas noites e dias.
Esperam, confiantes, o raiar, o nascer do sol, por detrás das velhas montanhas...
Sol que não nasce apenas para além das montanhas e sombras... mas também no mais profundo dos corações.
Transpõem suas energias e faz brilhar em seus olhos e espíritos, como que tocados pelo fogo da Primeira Vida e assim todas as suas dádivas são resgatadas.

O tambor do coração chama, assim como a própria chama, encanta...
Os dias para a dança da vida e a Vida,
As noites para a dança dos sonhos e os Sonhos,
Os espíritos para dança do Grande Espírito, Wanka Tanka!

Alguns sentem, outros vêem, escutam e sonham, movimentam-se no Bem...
Todos dançam além das trilhas em direção à águia, suas visões, suas garras e asas, seus vôos...
Dançam pelo amor, pela luz, pela paz, começando no calor de seus próprios corações.
Dança que pulsa, se expande, toca todo o planeta, curando, vibrando, amando!

Então chega um ponto em que tornamo-nos;
Mais espíritos do que corpos,
Mais essência do que gestos,
Mais nós mesmos do que qualquer outra coisa.

E as vozes do tambor,
Tocam forte, cheios do viva, cheios do nato, cheios do Todo!
Na sutil dança do coração, entusiasmados, seguem...
Conduzidos à uma dimensão suprema e próxima.

Onde esquecemos:
Nossos próprios sofrimentos,
Nossas várias formas de fome.
Nossas muitas marcas e dores.

Onde estamos presentes,
Entregues, para além de nós mesmos,
E todos os passos tornando-se compaixão!

Muita paz, energia, cura, amor e luz!
Mitakuye Oyassin!
Por todas as nossas relações!


A Ecologia Sagrada



O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras, acessadas desde o princípio na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos senti-las atuando em todos os momentos.

Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida nos tornarmos parte de uma comunidade global, alçamos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.
Infelizmente, as grandes religiões não tem tempo para a ecologia espiritual,assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante.O homem foi negando seu relacionamento natural e as religiões se preocupam em exaltar crenças inspiradoras, preparam os fieis para uma vida melhor após esta, um mundo melhor, e com muito pouca exceção, lembram que a nossa Mãe Terra é o melhor lugar para vivermos as nossas vidas carnais, e o que fizermos hoje, irá comprometer a qualidade de vida para aqueles herdarão a Terra.
As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos.
Muitos vivem, atualmente, com uma sensação de separação, de isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", de que somos parte de "algo maior", de que somos filho da Terra, parte de uma Terra Viva.
Sol, a Lua e as Estrelas, segundo Gênesis, são os iluminadores do firmamento, criados para iluminarem a Terra. Representam a Luz Criadora, a Luz Refletida, e a Luz Revelada. O Sol participa da criação da Terra, é a Evolução Criadora. Alua Ilumina a escuridão da vontade humana, a matéria. As Estrelas orientam valores e verdades, espaço e tempo.
Nos primórdios da humanidade, o homem para garantir sua sobrevivência num ambiente hostil, cheio de perigos e vivendo em contato constante com as forças da naturais, o Sol, a Lua, Estrelas, observavam cuidadosamente os sinais e as mudanças da natureza a seu redor e a viagem da Terra ao redor do Sol como uma roda, o eterno ciclo de nascimento, crescimento, maturidade envelhecimento, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.
Um conto nativo diz que o Criador do Céu e a Terra, pegou água com sua boca e esguichou no Céu criando as estrelas, mas elas não tinham luz suficiente. Então ele quebrou um cristal em minusculas partículas e ao se juntarem com a água, produziram luz suficiente.
Sol, Lua, Estrelas, desfilam no Céu, cruzam acima da Terra pelo Leste até o Oeste, um ciclo natural sem fim. O Horizonte divide Terra e o Céu, e forma um dos muitos círculos da vida. Nós vivemos sempre expandindo círculos e esferas de relacionamentos. O que está fora está dentro. O que está encima está embaixo. O macrocosmo e o microcosmo.

Ecologia Xamânica
Vejo o xamanismo como a Religião da Terra. Tudo o que é natural na Terra é vivo e tem consciência. O homem perdeu o sentido do Sagrado, esqueceu-se que a Terra é a Nossa Mãe. O pior é que desconhece os efeitos das ações irresponsáveis que pratica com a natureza. Não tem consciência dos crimes que comete por interesses econômicos.
Nós, do xamanismo, chegamos novamente, para defender nossa Mãe-Terra , guerreando silenciosamente, através de preces e vibrações, procurando plantar uma semente de amor nos corações daqueles que não reconhecem sua Mãe, daqueles que lutam por um mundo ilusório, daqueles que não percebem as belezas da Criação. Sabemos que a melhor maneira de agradar o Criador, é respeitando, honrando, e preservando a sua Criação.
A Terra é um ser vivo. A Mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda a Mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças. Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma Mãe Terra, concebidos da mente do Criador, devemos honrá-las conscientes de sua missão no Plano Universal e nos harmonizarmos com todas elas para andarmos em equilíbrio na Nossa Mãe. Nós do xamanismo, verdadeiramente amamos a Terra e todas as suas crianças.
A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda a Mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças.
Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma Mãe Terra, concebidos da mente do Criador, devemos honrá-las conscientes de sua missão no Plano Universal e nos harmonizarmos com todas elas para andarmos em equilíbrio na Nossa Mãe.
Quando baseamos nossa vida nesse entendimento, quando reconhecemos as plantas, animais e minerais, como nossos parentes, nós restabelecemos nossa conexão natural com todos os seres vivos. Não nos sentimos mais isolados quando vemos a natureza de forma diferente, não apenas algo de uso pessoal e experimentamos a Terra como um Lugar Sagrado. Quando adquirimos a sabedoria da natureza, nos alinhamos com a magia natural e somos fortalecidos pelo seu poder. Nós recebemos a sabedoria ancestral da Mãe-Terra, e nos alinhamos com ela, podendo ser amigos dos espíritos que vivem na natureza.
Quando nos conectamos com essa extensa família da natureza, aprendemos a alinhar nossas energias para receber sua sabedoria e nos transformamos. Transformamos nossa relação com os outros, transformamos nossa relação com o mundo.
Nos sentimos guardiões da Mãe Terra. Resgatamos a profunda conexão do homem com a Terra, aprendemos a honrar todas as formas de vida, pois onde há vida, está Deus. Compreendemos que todos os seres vivos possuem sua missão no Plano Universal, desde insetos, plantas, pedras, animais, até nós, seres humanos de duas pernas.
Por sentirmos Deus nas diferentes formas de energia, consideramos Sagrada cada uma delas. Cada planta, cada pedra pode transmitir-nos ensinamentos de cura, aprendemos a decifrar as mensagens que vem dos ventos, reconhecemos que fazemos parte de uma Grande Família Universal, que a Terra é nossa Mãe, nutrindo-nos, sustentando-nos, recebendo-nos a cada vida e nos acolhendo a cada morte.
Várias tradições xamânicas esperam por um novo tempo que virá com o retorno dos antigos xamãs que reencarnariam em outros povos, com outra linguagem, com outra cor de pele, transmitindo a linguagem do Amor Universal, promovendo o reencontro do homem com o Sagrado, para que possamos todos juntos Caminhar na Beleza e na harmonia com cada ser vivo, caminhar em equilíbrio na nossa Mãe Terra.
No xamanismo busco minha verdade na Criação Divina, o mapa do caminho está escrito em cada vegetal, nas mudanças de estação, nas portas de cada direção cardeal, no movimento dos ventos, nos hábitos e talentos de cada animal, nas gravações de cada pedra, com a iluminação e calor do Sol, nos mistérios das fases da Lua, nas trilhas das Estrelas.
Procuro harmonizar-me com a Criação, para poder alcançar o Criador. Nós que praticamos o xamanismo, temos a responsabilidade de zelar pela Mãe  Terra e por todas as suas Crianças, temos a missão da cura planetária, tanto no tocante a qualidade ambiental, como energética e espiritual. Jamais poderemos ser absolutamente saudáveis se vivermos num Planeta doente, nunca teremos paz enquanto irmãos estiverem em guerra, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe.
Deus criou o Mundo em 7 dias, mas a  Obra da Criação  se perpetua através do homem.
A cada dia estamos criando um Mundo Novo, através da cadeia de pensamentos, palavras e atos. O que estivermos fazendo à Terra, estaremos fazendo a nós mesmos e a nossos filhos. Respeitar a Terra é respeitar seu Criador.
Que essa corrente de consciência se expanda cada vez mais na linha da Luz, para que possamos influenciar na paz, os líderes e governantes desse Planeta.

25 de setembro de 2011

Totem - O CORVO

O CORVO


O corvo sempre foi o portador da magia. Este seu papel foi reconhecido nas mais diversas culturas, ao longo dos tempos, em todo o planeta. É considerado sagrado honrar o Corvo como sendo portador da magia. Se esta magia for ruim, ela inspirará muito mais medo do que respeito. Aqueles que trabalham com a magia de forma errada têm razões para temer o Corvo, pois isto é sinal de que estão se imiscuindo em áreas que não dominam, e os feitiços que estão fazendo certamente acabarão retornando contra eles. Em vez de deplorar o lado negro da magia, conscientize-se de que você só irá temer o Corvo quando necessitar aprender algo sobre os seus temores secretos ou sobre os demônios criados por sua própria imaginação. A magia do corvo é poderosa e pode lhe infundir a coragem necessária para penetrar nas trevas do vazio no qual residem todos os seres que ainda não tem forma definida. O Vazio é denominado “Grande Mistério”. O Grande Mistério já existia antes que todas as coisas viessem a existir. O Grande Espírito é oriundo do Grande Mistério e vive no Vazio. O Corvo é o mensageiro do Vazio. O Corvo é prenúncio de mudança de consciência, que pode, inclusive, significar uma viagem pelo Grande Mistério ou por alguma senda situada à margem do tempo. A cor do Corvo é a cor do Vazio – o buraco negro do espaço sideral que congrega todas as energias criadoras. Significa que você conquistou por seus próprios méritos o direito de vislumbrar um pouco mais da magia da vida. Na cultura dos índios norte-americanos, a cor preta tem diversos significados, mas não simboliza o mal. O preto pode simbolizar, por exemplo, a busca de respostas, o Vazio, ou o caminho para as dimensões suprafísicas.  O Corvo é o mensageiro da magia cerimonial e um curador que opera à distância e que está sempre presente em qualquer Roda de Cura. É ele que conduz o fluxo de energia de uma cerimônia mágica, guiando-a até o seu objetivo final. Seu papel é o de interligar as mentes dos praticantes do ritual com as mentes daqueles que estão necessitando daquele trabalho. A magia do Corvo não pode ser interpretada de forma racional porque é a magia do desconhecido em ação, preparando a chegada de algum acontecimento muito especial. O Corvo é o protetor dos sinais de fumaça e das mensagens espirituais representadas por ele. 

TOTEM DO PUMA

 
O Puma também conhecido como Leão da Montanha, é na maioria das vezes temido como os leões da África, constantemente eles são sacrificados pela mão humana sem nenhuma razão a não ser a ignorância. Os Pumas têm grandes territórios individuais e têm o cuidado para marcar a sua área para evitar os intrusos.
Seus grunhidos são terríveis, entretanto raramente é ouvido. Eles são animais geralmente silenciosos e sabem esperar o momento de atacar a sua presa. São caçadores natos, e normalmente juntam suas forças com outros de suas relações. Eles só caçam o que irão comer.
As pessoas que têm o Puma como seu totem animal possuem muitas das características deste felino. Elas gostam de se manterem no alto de seus territórios, buscando a elevação mental e espiritual. Elas são sensíveis e gostam de ter seu próprio lugar para se retirar para contemplação.
Pessoas do totem do Puma precisam do seu próprio território espiritual, ao viajarem elas podem se tornar pessoas mal-humoradas e insatisfeitas por falta dele. Elas também têm a necessidade de marcar seus territórios. Elas não gostam de outros invadindo seu espaço territorial sem nenhum convite, especialmente pessoas do seu próprio totem, devido ao potencial de poder que compartilham.
Elas tendem a manter em silêncio seus sentimentos mais profundos. Podem manter uma conversa facilmente, para fazer com que os outros se sintam confortável, mas só revelará seus sentimentos aqueles que tenham confiança. Por causa deste silêncio, tendem a se isolarem para se protegerem.
Quando as pessoas do totem do Puma se sentem confortáveis, elas podem dar um grito rejubilhando-se de emoção. Esta energia retida é o que freqüentemente as fazem mergulharem em profundas depressões e as impedem de se centrarem quando tentam manter um elo ao meditarem.
O Medo que têm das próprias emoções pode as impedir de tomarem decisões claras, fazendo-as parecerem indecisas. Elas são caçadoras, mas o que elas estão freqüentemente caçando é o seu desenvolvimento espiritual. São inteligentes o bastante para saberem que elas têm que serem pacientes para caçar as coisas que elas estão buscando. Quando as pessoas do totem do Puma perdem seu equilíbrio, elas podem ser muito ferozes com aqueles que a feriram. Quando elas se sentem encurraladas, mostram suas garras e realizam uma briga notável. Às vezes brigam sem nenhum motivo, como se quisessem liberar suas emoções reprimidas. Mas também podem ferir os outros na batalha, às vezes mais seriamente do que elas imaginam.

24 de setembro de 2011

Treze Avós Indígenas e uma missão: curar o mundo

Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica durante a gravação da entrevista 




Foto: Anne Vilela
Maria Alice Campos Freire é uma das brasileiras que participam do Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas, procedentes de vários cantos da Terra, que resolveram se unir com um objetivo comum: o de curar o mundo.

O ínicio

O Conselho existe há seis anos e começou com uma reunião que aconteceu em 2004, nos EUA. O primeiro contato das Treze Avós durou três dias. Juntas, fizeram mesas redondas para conversar sobre diversos assuntos: "Mãe terra, mãe água, natureza, paz, guerra, crianças, o futuro da humanidade, seus descendentes, e outros assuntos além do céu e da terra", contou Maria Alice.

Durante estes três dias de convivência, contaram com a ajuda de tradutores para se comunicar, e chegaram a uma conclusão: eram avós das quatro direções do planeta e apesar de falarem idiomas diferentes representavam uma só voz, com o objetivo de cuidar do mundo. "Choramos muito, rimos muito, cantamos e também dançamos", narrou Maria Alice.

Segundo a representante do grupo, depois deste primeiro contato, as treze avós não sabiam ao certo por onde começar sua missão, mas tinham a certeza de que não podiam mais de separar. A solução foi começar uma peregrinação para que se conhecessem melhor. Cada avó deveria visitar a terra das outras avós. "Só pararíamos quando esse ciclo se completasse", disse. E assim o trabalho vem sendo feito. Cada passeio dessa missão é muito importante para o grupo. Não existe preocupação em traçar uma meta, tudo depende dos encontros e desencontros da vida.

Na aldeia

A participação de Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica aconteceu na manhã de domingo, 18. Antes de falar sobre seu trabalho com as Treze Avós, Maria fez uma oração e uma dança. O mesmo ritual que costuma fazer entre suas companheiras de peregrinação.

No auge de sua apresentação, Maria Alice falou da importância de se conviver bem com o meio ambiente. "A mãe natureza é única e essencial para nossa sobrevivência, portanto não pode morrer", lembrou. Enquanto estavam sendo projetadas imagens de um vídeo que narra a viagem das avós pelo mundo, ela explicou ao público presente detalhes dessa aventura.

Rituais e reuniões

Atualmente, as Avós conseguem se reunir duas vezes ao ano. Quando estão juntas, costumam fazer quatro rituais centrais ao longo do dia. Quando o sol está nascendo, ao meio-dia, quando o sol está se pondo e à meia-noite.

Em 2010, o Japão recebe a visita das "GrandMothers" (ou Avós na nossa língua). O próximo ano está reservado para o Brasil, nessa visita, a proposta é aproveitar a oportunidade de se reunir dentro de um mesmo país com inúmeros povos e culturas. "Eu não sou uma pessoa de uma raiz só. Não sou uma índia, não sou uma negra, não sou uma branca. Sou uma brasileira, uma sul-americana e dentro do grupo represento o diálogo entre raças", explicou Maria Alice.

Conheça as Treze Avós e seus respectivos países

Aama Bombo - Nepal
Margaret Behan - EUA
Rita Pitka Blumenstein - EUA
Julieta Casimiro - Mazatec - Mexico
Maria Alice Campos Freire - Brasil
Flordemayo - Mayan - EUA
Tsering Dolma Gyaltong - Tibet
Clara Shinobu Iura - Brasil
Beatrice Long Visitor Holy Dance - EUA
Rita Long Visitor Holy Dance - EUA
Agnes Baker Pilgrim - EUA
Mona Polacca - EUA
Bernadette Rebienot - Gabon

Conheça mais sobre a história das Treze Avós no site: www.grandmotherscouncil.com

19 de setembro de 2011

Aprendendo a controlar os pensamentos


"As pessoas têm que ser responsáveis pelos seus pensamentos, então elas têm que aprender
a controlá-los. Pode não ser fácil, mas pode ser feito."
 Nós controlamos nossos pensamentos, controlando a nossa conversa interior. A qualquer momento
que escolhermos podemos falar a nós mesmos de forma diferente. A luta vem com as emoções
que estão ligadas aos nossos pensamentos. Se a nossa emoção é alta e parece estar fora de controle,
podemos dizer a nós mesmos PARE!, fazer algumas respirações profundas, em seguida, pedir ao
Criador para que tenhamos o pensamento correto, a decisão certa ou a ação correta. Se praticarmos
isso por um tempo, a nossa vida e os pensamento serão diferentes. Ajuda sempre vem quando
á pedimos sinceramente ao Grande Espírito.
 "Grande Espírito, hoje, o meu pensamento de modo direto e as minhas escolhas, serão escolhidos
por você."

15 de setembro de 2011

Livros: Xamanismo e afins



Xamanismo e afins

Livro: A Sabedoria do Xamã.
Autor: Hank Wesselman
Editora: Rocco

Livro: O Segredo do Xamã.
Autor: Douglas Gillete
Editora: Rocco

Livro: Santo Daime Revelado.
Autor: Gideón dos Lakotas
Editora: Corpo Mente

Livro: Magia Indiana - Atharva-Veda Fórmulas e Práticas.
Autor: Maurice Bloomfield
Editora: Madras

Livro: O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza.
Autor: Geoffrey Hodson
Editora: Pensamento

Livro: O Caminho Quádruplo.
Autor: Angeles Arrien
Editora: Ágora

Livro: Universo Holográfico.
Autor: Marcos Torrigo
Editora: Madras

Livro: Os Quatro Ventos.
Autor: Alberto Villoldo e Erik Jendresen
Editora: Ágora

Livro: A Erva do Diabo.
Autor: Carlos Castaneda
Editora: Record

Livro: Viajem a Ixtlan.
Autor: Carlos Castaneda
Editora: Record

Livro: Meditações dos Animais de Poder.
Autor: Nicki Scully
Editora: Pensamento

Livro: Inca Myths.
Autor: Oscar Espinar La Torre
Editora: Anka

Livro: Animal Speak.
Autor: Ted Andrews
Editora: Llewellyn

Livro: Sacred Smoke.
Autor: Harvest McCampbell
Editora: Native Voices

Livro: Prevenções e Curas com Pedras.
Autor: Karl Startk e Werner E. Meier
Editora: Robafim 

10 de agosto de 2011

Inimigos

Inimigos
"Essa guerra não surgiu aqui em nossa terra; esta guerra foi trazida até nós pelos trilhos do Pai Grande que vieram tomar nossa terra sem pedir preço e que, em nossa terra, fizeram muitas coisas más.
O Pai Grande e seus filhos culpam-nos por estes problemas... Nossa vontade era viver aqui, em nossa terra, pacificamente, e fazer o possível pelo bem-estar e prosperidade do nosso povo, mas o Pai Grande encheu-a de soldados que só pensavam na nossa morte. Alguns do nosso povo que saíram daqui de maneira a poder mudar alguma coisa, e outros que foram para o norte caçar, foram atacados por soldados do outro lado, e agora quando desejam voltar, os soldados se interpõem para impedi-los de voltar ao lar.
Parece-me que há um caminho melhor que esse. Quando povos entram em choque, é melhor para ambos os lados reunirem-se sem armas e conversar sobre isso, e encontrar algum modo pacífico de resolver."
Sinte-Galeshka (Cauda Pintada), dos Sioux Brulés

14 de junho de 2011

"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra



"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos.

O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta
.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

Cacique Mutua"

10 de junho de 2011

Consagração do Aposento


Dentro do Círculo infinito da divina presença que me envolve inteiramente, afirmo:
Há só uma presença aqui - é a da Harmonia, que faz vibrar todos os corações de felicidade e alegria. Quem quer que aqui entre, sentirá as vibrações da divina Harmonia. 
Há só uma presença aqui - é a do Amor. Deus é Amor, que envolve todos os seres num só sentimento de unidade. Este recinto está cheio da presença do Amor. No Amor eu vivo, movo-me e existo. Quem quer que aqui entre sentirá a pura e santa presença do Amor. 
Há uma única presença aqui - é a da Proteção Divina.
Tudo o que aqui existe, tudo o que aqui se pensa,  tudo o que aqui se fala, tudo o que aqui se faz, é envolvido pela Proteção Divina. Quem quer que aqui entre, ou sobre aqui pense, automática e imediatamente receberá os efeitos da Proteção Divina agindo sobre este lugar.
Há só uma presença aqui - a da Justiça. A Justiça reina neste recinto. 
Todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela Justiça. 
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Justiça. 
Há só uma presença aqui - é a presença de Deus. 
Deus reside aqui. 
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença divina de Deus. 
Há só uma presença aqui - é a presença de Deus, a Vida. Deus é a Vida essencial de todos os seres, é a saúde do corpo e da mente. 
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Vida e da Saúde. 
Há só uma presença aqui - é a presença de Deus, a Prosperidade. Deus é Prosperidade, pois Ele faz tudo crescer e prosperar. 
Deus se expressa na prosperidade de tudo o que aqui é empreendido em seu nome. 
Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da Prosperidade e Abundância. 
Pelo símbolo Esotérico das Asas Divinas, estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da alegria. A presença da Divina Sabedoria manifesta-se aqui nos atos e expressões de todos aqueles que aqui entrarem. 
A presença do Poder Divino manifesta-se aqui. A presença da Alegria Divina é profundamente sentida por todos os que aqui penetrarem. 
Na mais perfeita Comunhão entre meu eu inferior e meu Eu Superior, que é Deus em mim, 
Consagro este recinto à perfeita expressão de todas as qualidades divinas que há em mim e em todos os seres. 
As vibrações de meu Pensamento são forças de Deus em mim que aqui ficam armazenadas e daqui se irradiam para todos os seres, constituindo este lugar um centro de emissão e recepção de tudo quanto é bom, alegre e próspero. 
Oração: - Agradeço-Te, ó Deus, porque este recinto está cheio de Tua Presença. 
Agradeço-Te, porque vivo e me movo por Ti. 
Agradeço-Te, porque vivo em Tua vida verdade, saúde, prosperidade, paz, sabedoria, alegria e amor. 
Agradeço-Te, porque todos os que entrarem aqui sentirão Tua presença. 
Agradeço-Te porque estou em Harmonia, Amor, Verdade e Justiça com todos os seres.
Por Pena Branca
Gravura – Pena Branca - autor- Claudio Gianfardoni

8 de junho de 2011

Uma Só Flecha

 A estrada à minha frente
é longa e estreita.
Só me restou uma flecha,
e meu velho cavalo
mal se agüenta em pé.
Mas se for preciso
voltar ao combate,
arreio o cavalo,
subo à sela,
corajoso cavaleiro:
é hora de enfrentar
minha última Batalha!
 
É hora de escalar
montanhas escarpadas,
buscando alcançar
meus próprios limites.
É hora de nadar
contra a corrente
dos rios caudalosos
que rugem em minh'alma.
 
É hora de enfrentar
arenosos desertos,
em busca do Oásis
de paz e de calma.
Mas a estrada a minha frente
ainda é longa e estreita.
Só me restou uma flecha,
e meu velho cavalo
mal se agüenta em pé.
Mas se for preciso
voltar ao combate,
arreio o cavalo,
subo à sela,
corajoso cavaleiro:
é hora de enfrentar
minha última Batalha!
 
John York - Do livro
"As Cartas do Caminho Sagrado"

DECLARAÇÃO - A VOZ DE UM POVO



DECLARAÇÃO - A VOZ DE UM POVO

Nós, os Povos Indígenas do mundo, unidos neste canto de Nossa Mãe Terra,
em grande assembléia de homens de saber, declaramos a todas as nações:
Glorificamos nosso honroso passado:
quando a terra era a mãe que nos alimentava,
quando o céu noturno era nosso teto comum,
quando o sol e a lua eram nossos pais,
quando todos éramos irmãos e irmãs,
quando nossas grandes civilizações cresciam, sob o sol,
quando nossos chefes eram grandes líderes,
quando a justiça ditava as regras da Lei e sua execução.

Então os outros povos chegaram:
sedentos de sangue, de ouro, sedentos de terra e
toda sua riqueza,
carregando a cruz e a espada, uma em cada mão,
sem saber ou esperar para aprender os caminhos de
nossos mundos,
consideraram-nos como sendo menos que animais,
roubaram nossas terras e delas nos arrancaram,
e tornaram escravos os Filhos do Sol.
 
No entanto, nunca foram capazes de nos eliminar
nem de apagar de nossas memórias aquilo que fomos,
porque somos a cultura da terra e do céu,
somos de antiga linhagem e somos milhões,
e embora todo nosso universo possa ser dizimado,
nosso povo ainda viverá
por mais tempo ainda do que o reino da morte.
 
Agora, viemos dos quatro cantos da terra,
protestarmos diante do concerto das nações,
que "somos os Povos Indígenas, nós,
os que temos consciência da cultura e de tudo
o que diz respeito ao povo,
dos limites das fronteiras de cada país,
e marginais à cidadania de cada país".
 
E levantando-nos, depois de séculos de opressão,
evocando a grandeza de nossos ancestrais,
em memória de nossos mártires indígenas,
e em homenagem ao Conselho de nossos sábios anciões:
 prometemos solenemente retomar o controle de
nosso próprio destino e recuperar nossa completa
humanidade e orgulho de sermos Povos Indígenas.
 
"Esta declaração foi aprovada pelos delegados presentes à I Conferência Internacional dos Povos  Indígenas, realizada em Port Alberni, Columbia Britânica, em 1975, a qual deu origem ao estabelecimento do "Conselho Mundial do povos Indígenas".

3 de junho de 2011

A lenda da Pantera e do Dragão



A lenda da Pantera e do Dragão

Contam as lendas xamânicas orientais que existia um Dragão mau que assolava a floresta, seu único objetivo era a destruição da natureza, este Dragão, temia a Pantera, pois esta tinha o hálito tão doce que a simples abertura de sua boca poderia destruir o Dragão, mas ele sabia que a Pantera, após comer, dormia três dias seguidos, e assim nossa lenda se inicia...
Os seres da floresta amavam a Pantera, pois ela era a única a defende-los do Dragão, seu olhar era tão poderoso, que ao caçar, ela abaixava seus olhos, para que sua presa, que praticamente se oferecia como alimento, não tivesse o espírito destruído, tamanho o poder de seu olhar!
Num certo dia, após se alimentar, ela saltou por entre as montanhas e penetrou em uma das grutas para dormir, lá, a Pantera descansava e sonhava com as estrelas...
O Dragão, sabendo disso, iniciou sua empreitada de destruição. Contam as lendas que ele era um espírito revoltado, pois que lhe foi dito que a natureza não foi criada para servi-lo, isto o inundou de ódio pela floresta.
O Dragão sobrevoou a floresta e vomitou seu veneno pútrido nas árvores, que definhavam gritando como só as árvores sabem gritar. O veneno escorria pelas montanhas e vales, queimava tudo o que era vivo. As Serpentes, grandes alquimistas, não conseguiam transmutar todo o veneno que o Dragão, incessantemente vomitava, e este continuava sua destruição.
O grande guerreiro Tigre enfiou suas garras no veneno, seus esforços eram inúteis, mas era só o que ele podia e sabia fazer para defender a selva. Os Lobos corriam em desespero tentando esconder seus filhotes e uivavam em súplicas ao Céu, para que algo os ajudasse, os Ursos choravam, os Peixes recitavam encantamentos, que não davam conta da demanda de veneno, os animais reuniam-se resignados e suas lágrimas acalentavam a Terra, mas esta sabia que iria ser aniquilada.
Um pequeno Rouxinol, triste e ferido, vendo tudo isso, se afastou até as montanhas e começou seu canto triste:
"Sou a luz que se apaga. Meu canto e o da selva são os mesmos. Triste o fim de minha mãe. Triste o fim de minha amada. Mama Selva se vai. Mama Selva se vai. A pantera não mais fluirá pelas sombras. Não mais..."
Ele não sabia, mas atrás de si, abria-se a gruta na qual havia uma cova, aonde adormecera a Pantera, e ao ouvir seu nome, esta se levantou de um salto: - O que esta havendo? Quem canta uma melodia tão triste na entrada da gruta?
O Rouxinol, ouvindo um brado tão conhecido e sentindo o doce hálito da Pantera mudou o tom da melodia, e sem titubear cantou a crueldade do Dragão, e as glórias de lutas antigas, e o que estava acontecendo.
A Pantera urrou de raiva, seu sangue felino ferveu sob o manto negro como o infinito que era sua pele, o brado de sua intenção foi dado: - Morte, morte é o que o vento sussurra nos tímpanos do Dragão!!!! Que meu hálito chegue até suas narinas!!!!
Pedindo ajuda à grande Águia mensageira, ela foi carregada ao encontro do Dragão, que já havia sentido o aroma de seu hálito e tentava fugir, mas de um salto a Pantera fincou as garras em seu pescoço, da onde jorrou o sangue grosso e pegajoso do Dragão. Arrebentando-se no solo da floresta o Dragão implorou à Pantera que não o matasse, ele chorou e soluçou, mas seu olhar era o mesmo... A Pantera em dúvida, parou um instante, tempo suficiente para o Dragão fugir...
Indignada, a Pantera consultou a grande Phiton; a Cobra; que pelo seu oráculo, foi dito aonde foi se esconder o Dragão: - No coração dos Homens. disse a Sacerdotisa.
A Pantera, mais uma vez, urrou, e urrou muito forte, tanto que o Céu inteiro foi atraído, e disse a Pantera: - Faça amor comigo, e terá a solução... Foi o que a Pantera fez, e imediatamente ela ficou grávida, e o Céu lhe disse: - Tenha os seus filhos aonde moram os homens.
Com a ajuda da Águia, a Pantera pariu sobre as cidades, e um fenômeno ocorreu; de seu ventre, milhares de luzes cintilantes com as cores do arco-íris saíram, flutuando. Em sua mente, a Pantera ouviu a voz do Céu: - Estes são seus filhos, nasceram como homens e mulheres, mas suas almas serão a mesma que a tua, eles continuarão a sua luta, sob sua proteção; para o trabalho para qual nasceram. Não serão muitos, mas serão poderosos, serão sutis como o movimento da Lua, brilhantes como o Sol, alegres como o som das águas correntes, firmes como as árvores, buscarão a liberdade e amarão a noite, pois ela irá lembrar-lhes a sua cor, se sentirão bem durante o dia, pois este lhe parecerá o seu olhar, fluirão como seu corpo durante a caça, serão chamados de Guerreiros, Xamãs, loucos... Mas terão, no coração, as marcas da tua garra..."
E assim nasceram e nascem os Neo-Xamãs, acostumados e prontos para a batalha...