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Apresentação

"O xamã, não se autoproclama. Ele é chamado para suas tarefas espirituais, passa por treinamentos, então é reconhecido pelas pessoas de sua comunidade."

27 de setembro de 2011

DOIS SÓIS, A LUA E O TAMBOR



Dois sóis se alinham nos espaços infinitos e tocam o universo do aqui...




A lua, bonita, cheia e preenchida com as vibrações do amor é coração da noite... É iluminação nos caminhos... É inspiração nos destinos.


Reunidos na cabana da aceitação, os abraços chegam felizes e partilham a saudade das muitas moradas. Partilham o reencontro das tribos nos espaços sagrados da vida e a sutileza de se sentir...


Parte de si mesmo... Partes do outro... E parte mergulhada no Eterno Grão Indivisível!


O coração abraça o coração, assim como o sol abraça o outro sol, no alinhamento dos sentimentos.


O beijo toca a face e a alma, assim como a luz ilumina a lua de nossas noites, mostrando nosso céu noturno e nossos mistérios.


Diante de nossos olhos está o tambor-coração... E em nossas mãos e em nossas vozes a extensão de nós mesmos, de nossos sentimentos, intenções e mágicas integrações...


Segurando a baqueta das transformações - a consciência das mudanças - vibra o ritmo dos eternos círculos de crescimento... Tocamos a vida... Tocamos nossos sonhos... Tocamos nossa canção em honra aos antigos, em honra aos presentes, em honra aos futuros.


Sim, o som da cura reverbera pelo espaço sagrado... Somos visitados pela dança invisível dos ancestrais, pela danças dos animais, dos espíritos da natureza e dos seres do tambor.


É, uma força renasce nos tempos fora dos tempos e nutre, contagia e eleva.


A intuição e as energias florescem como canção no desabrochar das pétalas de gratidão. São mensageiros do coração que pavimentam os caminhos da beleza nos sons da paz, do amor e da alegria.


No meio do tambor, no centro de tudo, as cores da aurora boreal, as cores das almas que se misturam e faz do agora ser mais lindo do que o outrora.


E assim os espíritos do vento distribuem as qualidades positivas às quatro direções, aos quatro portais; no alto, no meio e no profundo da evolução que todos sejam beneficiados! Que todos sejam felizes!





A DANÇA DO TAMBOR NO CORAÇÃO!

Lembram das curvas e pedras, a caminho do sol, na subida à montanha?
Recordam, agora e além dos tempos, das lições silenciosas do caminho sagrado?
Quando desprendidos de tudo o que pensavam, dançavam, na entrega ao Grande Coração!
Sim, os espíritos ancestrais estavam e dançavam, estão e dançam, a mesma dança!

Caminham de mãos dadas no labirinto de suas próprias vidas, pelas noites e dias.
Esperam, confiantes, o raiar, o nascer do sol, por detrás das velhas montanhas...
Sol que não nasce apenas para além das montanhas e sombras... mas também no mais profundo dos corações.
Transpõem suas energias e faz brilhar em seus olhos e espíritos, como que tocados pelo fogo da Primeira Vida e assim todas as suas dádivas são resgatadas.

O tambor do coração chama, assim como a própria chama, encanta...
Os dias para a dança da vida e a Vida,
As noites para a dança dos sonhos e os Sonhos,
Os espíritos para dança do Grande Espírito, Wanka Tanka!

Alguns sentem, outros vêem, escutam e sonham, movimentam-se no Bem...
Todos dançam além das trilhas em direção à águia, suas visões, suas garras e asas, seus vôos...
Dançam pelo amor, pela luz, pela paz, começando no calor de seus próprios corações.
Dança que pulsa, se expande, toca todo o planeta, curando, vibrando, amando!

Então chega um ponto em que tornamo-nos;
Mais espíritos do que corpos,
Mais essência do que gestos,
Mais nós mesmos do que qualquer outra coisa.

E as vozes do tambor,
Tocam forte, cheios do viva, cheios do nato, cheios do Todo!
Na sutil dança do coração, entusiasmados, seguem...
Conduzidos à uma dimensão suprema e próxima.

Onde esquecemos:
Nossos próprios sofrimentos,
Nossas várias formas de fome.
Nossas muitas marcas e dores.

Onde estamos presentes,
Entregues, para além de nós mesmos,
E todos os passos tornando-se compaixão!

Muita paz, energia, cura, amor e luz!
Mitakuye Oyassin!
Por todas as nossas relações!


A Ecologia Sagrada



O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras, acessadas desde o princípio na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos senti-las atuando em todos os momentos.

Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida nos tornarmos parte de uma comunidade global, alçamos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.
Infelizmente, as grandes religiões não tem tempo para a ecologia espiritual,assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante.O homem foi negando seu relacionamento natural e as religiões se preocupam em exaltar crenças inspiradoras, preparam os fieis para uma vida melhor após esta, um mundo melhor, e com muito pouca exceção, lembram que a nossa Mãe Terra é o melhor lugar para vivermos as nossas vidas carnais, e o que fizermos hoje, irá comprometer a qualidade de vida para aqueles herdarão a Terra.
As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos.
Muitos vivem, atualmente, com uma sensação de separação, de isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", de que somos parte de "algo maior", de que somos filho da Terra, parte de uma Terra Viva.
Sol, a Lua e as Estrelas, segundo Gênesis, são os iluminadores do firmamento, criados para iluminarem a Terra. Representam a Luz Criadora, a Luz Refletida, e a Luz Revelada. O Sol participa da criação da Terra, é a Evolução Criadora. Alua Ilumina a escuridão da vontade humana, a matéria. As Estrelas orientam valores e verdades, espaço e tempo.
Nos primórdios da humanidade, o homem para garantir sua sobrevivência num ambiente hostil, cheio de perigos e vivendo em contato constante com as forças da naturais, o Sol, a Lua, Estrelas, observavam cuidadosamente os sinais e as mudanças da natureza a seu redor e a viagem da Terra ao redor do Sol como uma roda, o eterno ciclo de nascimento, crescimento, maturidade envelhecimento, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.
Um conto nativo diz que o Criador do Céu e a Terra, pegou água com sua boca e esguichou no Céu criando as estrelas, mas elas não tinham luz suficiente. Então ele quebrou um cristal em minusculas partículas e ao se juntarem com a água, produziram luz suficiente.
Sol, Lua, Estrelas, desfilam no Céu, cruzam acima da Terra pelo Leste até o Oeste, um ciclo natural sem fim. O Horizonte divide Terra e o Céu, e forma um dos muitos círculos da vida. Nós vivemos sempre expandindo círculos e esferas de relacionamentos. O que está fora está dentro. O que está encima está embaixo. O macrocosmo e o microcosmo.

Ecologia Xamânica
Vejo o xamanismo como a Religião da Terra. Tudo o que é natural na Terra é vivo e tem consciência. O homem perdeu o sentido do Sagrado, esqueceu-se que a Terra é a Nossa Mãe. O pior é que desconhece os efeitos das ações irresponsáveis que pratica com a natureza. Não tem consciência dos crimes que comete por interesses econômicos.
Nós, do xamanismo, chegamos novamente, para defender nossa Mãe-Terra , guerreando silenciosamente, através de preces e vibrações, procurando plantar uma semente de amor nos corações daqueles que não reconhecem sua Mãe, daqueles que lutam por um mundo ilusório, daqueles que não percebem as belezas da Criação. Sabemos que a melhor maneira de agradar o Criador, é respeitando, honrando, e preservando a sua Criação.
A Terra é um ser vivo. A Mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda a Mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças. Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma Mãe Terra, concebidos da mente do Criador, devemos honrá-las conscientes de sua missão no Plano Universal e nos harmonizarmos com todas elas para andarmos em equilíbrio na Nossa Mãe. Nós do xamanismo, verdadeiramente amamos a Terra e todas as suas crianças.
A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda a Mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças.
Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma Mãe Terra, concebidos da mente do Criador, devemos honrá-las conscientes de sua missão no Plano Universal e nos harmonizarmos com todas elas para andarmos em equilíbrio na Nossa Mãe.
Quando baseamos nossa vida nesse entendimento, quando reconhecemos as plantas, animais e minerais, como nossos parentes, nós restabelecemos nossa conexão natural com todos os seres vivos. Não nos sentimos mais isolados quando vemos a natureza de forma diferente, não apenas algo de uso pessoal e experimentamos a Terra como um Lugar Sagrado. Quando adquirimos a sabedoria da natureza, nos alinhamos com a magia natural e somos fortalecidos pelo seu poder. Nós recebemos a sabedoria ancestral da Mãe-Terra, e nos alinhamos com ela, podendo ser amigos dos espíritos que vivem na natureza.
Quando nos conectamos com essa extensa família da natureza, aprendemos a alinhar nossas energias para receber sua sabedoria e nos transformamos. Transformamos nossa relação com os outros, transformamos nossa relação com o mundo.
Nos sentimos guardiões da Mãe Terra. Resgatamos a profunda conexão do homem com a Terra, aprendemos a honrar todas as formas de vida, pois onde há vida, está Deus. Compreendemos que todos os seres vivos possuem sua missão no Plano Universal, desde insetos, plantas, pedras, animais, até nós, seres humanos de duas pernas.
Por sentirmos Deus nas diferentes formas de energia, consideramos Sagrada cada uma delas. Cada planta, cada pedra pode transmitir-nos ensinamentos de cura, aprendemos a decifrar as mensagens que vem dos ventos, reconhecemos que fazemos parte de uma Grande Família Universal, que a Terra é nossa Mãe, nutrindo-nos, sustentando-nos, recebendo-nos a cada vida e nos acolhendo a cada morte.
Várias tradições xamânicas esperam por um novo tempo que virá com o retorno dos antigos xamãs que reencarnariam em outros povos, com outra linguagem, com outra cor de pele, transmitindo a linguagem do Amor Universal, promovendo o reencontro do homem com o Sagrado, para que possamos todos juntos Caminhar na Beleza e na harmonia com cada ser vivo, caminhar em equilíbrio na nossa Mãe Terra.
No xamanismo busco minha verdade na Criação Divina, o mapa do caminho está escrito em cada vegetal, nas mudanças de estação, nas portas de cada direção cardeal, no movimento dos ventos, nos hábitos e talentos de cada animal, nas gravações de cada pedra, com a iluminação e calor do Sol, nos mistérios das fases da Lua, nas trilhas das Estrelas.
Procuro harmonizar-me com a Criação, para poder alcançar o Criador. Nós que praticamos o xamanismo, temos a responsabilidade de zelar pela Mãe  Terra e por todas as suas Crianças, temos a missão da cura planetária, tanto no tocante a qualidade ambiental, como energética e espiritual. Jamais poderemos ser absolutamente saudáveis se vivermos num Planeta doente, nunca teremos paz enquanto irmãos estiverem em guerra, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe.
Deus criou o Mundo em 7 dias, mas a  Obra da Criação  se perpetua através do homem.
A cada dia estamos criando um Mundo Novo, através da cadeia de pensamentos, palavras e atos. O que estivermos fazendo à Terra, estaremos fazendo a nós mesmos e a nossos filhos. Respeitar a Terra é respeitar seu Criador.
Que essa corrente de consciência se expanda cada vez mais na linha da Luz, para que possamos influenciar na paz, os líderes e governantes desse Planeta.

25 de setembro de 2011

Totem - O CORVO

O CORVO


O corvo sempre foi o portador da magia. Este seu papel foi reconhecido nas mais diversas culturas, ao longo dos tempos, em todo o planeta. É considerado sagrado honrar o Corvo como sendo portador da magia. Se esta magia for ruim, ela inspirará muito mais medo do que respeito. Aqueles que trabalham com a magia de forma errada têm razões para temer o Corvo, pois isto é sinal de que estão se imiscuindo em áreas que não dominam, e os feitiços que estão fazendo certamente acabarão retornando contra eles. Em vez de deplorar o lado negro da magia, conscientize-se de que você só irá temer o Corvo quando necessitar aprender algo sobre os seus temores secretos ou sobre os demônios criados por sua própria imaginação. A magia do corvo é poderosa e pode lhe infundir a coragem necessária para penetrar nas trevas do vazio no qual residem todos os seres que ainda não tem forma definida. O Vazio é denominado “Grande Mistério”. O Grande Mistério já existia antes que todas as coisas viessem a existir. O Grande Espírito é oriundo do Grande Mistério e vive no Vazio. O Corvo é o mensageiro do Vazio. O Corvo é prenúncio de mudança de consciência, que pode, inclusive, significar uma viagem pelo Grande Mistério ou por alguma senda situada à margem do tempo. A cor do Corvo é a cor do Vazio – o buraco negro do espaço sideral que congrega todas as energias criadoras. Significa que você conquistou por seus próprios méritos o direito de vislumbrar um pouco mais da magia da vida. Na cultura dos índios norte-americanos, a cor preta tem diversos significados, mas não simboliza o mal. O preto pode simbolizar, por exemplo, a busca de respostas, o Vazio, ou o caminho para as dimensões suprafísicas.  O Corvo é o mensageiro da magia cerimonial e um curador que opera à distância e que está sempre presente em qualquer Roda de Cura. É ele que conduz o fluxo de energia de uma cerimônia mágica, guiando-a até o seu objetivo final. Seu papel é o de interligar as mentes dos praticantes do ritual com as mentes daqueles que estão necessitando daquele trabalho. A magia do Corvo não pode ser interpretada de forma racional porque é a magia do desconhecido em ação, preparando a chegada de algum acontecimento muito especial. O Corvo é o protetor dos sinais de fumaça e das mensagens espirituais representadas por ele. 

TOTEM DO PUMA

 
O Puma também conhecido como Leão da Montanha, é na maioria das vezes temido como os leões da África, constantemente eles são sacrificados pela mão humana sem nenhuma razão a não ser a ignorância. Os Pumas têm grandes territórios individuais e têm o cuidado para marcar a sua área para evitar os intrusos.
Seus grunhidos são terríveis, entretanto raramente é ouvido. Eles são animais geralmente silenciosos e sabem esperar o momento de atacar a sua presa. São caçadores natos, e normalmente juntam suas forças com outros de suas relações. Eles só caçam o que irão comer.
As pessoas que têm o Puma como seu totem animal possuem muitas das características deste felino. Elas gostam de se manterem no alto de seus territórios, buscando a elevação mental e espiritual. Elas são sensíveis e gostam de ter seu próprio lugar para se retirar para contemplação.
Pessoas do totem do Puma precisam do seu próprio território espiritual, ao viajarem elas podem se tornar pessoas mal-humoradas e insatisfeitas por falta dele. Elas também têm a necessidade de marcar seus territórios. Elas não gostam de outros invadindo seu espaço territorial sem nenhum convite, especialmente pessoas do seu próprio totem, devido ao potencial de poder que compartilham.
Elas tendem a manter em silêncio seus sentimentos mais profundos. Podem manter uma conversa facilmente, para fazer com que os outros se sintam confortável, mas só revelará seus sentimentos aqueles que tenham confiança. Por causa deste silêncio, tendem a se isolarem para se protegerem.
Quando as pessoas do totem do Puma se sentem confortáveis, elas podem dar um grito rejubilhando-se de emoção. Esta energia retida é o que freqüentemente as fazem mergulharem em profundas depressões e as impedem de se centrarem quando tentam manter um elo ao meditarem.
O Medo que têm das próprias emoções pode as impedir de tomarem decisões claras, fazendo-as parecerem indecisas. Elas são caçadoras, mas o que elas estão freqüentemente caçando é o seu desenvolvimento espiritual. São inteligentes o bastante para saberem que elas têm que serem pacientes para caçar as coisas que elas estão buscando. Quando as pessoas do totem do Puma perdem seu equilíbrio, elas podem ser muito ferozes com aqueles que a feriram. Quando elas se sentem encurraladas, mostram suas garras e realizam uma briga notável. Às vezes brigam sem nenhum motivo, como se quisessem liberar suas emoções reprimidas. Mas também podem ferir os outros na batalha, às vezes mais seriamente do que elas imaginam.

24 de setembro de 2011

Treze Avós Indígenas e uma missão: curar o mundo

Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica durante a gravação da entrevista 




Foto: Anne Vilela
Maria Alice Campos Freire é uma das brasileiras que participam do Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas, procedentes de vários cantos da Terra, que resolveram se unir com um objetivo comum: o de curar o mundo.

O ínicio

O Conselho existe há seis anos e começou com uma reunião que aconteceu em 2004, nos EUA. O primeiro contato das Treze Avós durou três dias. Juntas, fizeram mesas redondas para conversar sobre diversos assuntos: "Mãe terra, mãe água, natureza, paz, guerra, crianças, o futuro da humanidade, seus descendentes, e outros assuntos além do céu e da terra", contou Maria Alice.

Durante estes três dias de convivência, contaram com a ajuda de tradutores para se comunicar, e chegaram a uma conclusão: eram avós das quatro direções do planeta e apesar de falarem idiomas diferentes representavam uma só voz, com o objetivo de cuidar do mundo. "Choramos muito, rimos muito, cantamos e também dançamos", narrou Maria Alice.

Segundo a representante do grupo, depois deste primeiro contato, as treze avós não sabiam ao certo por onde começar sua missão, mas tinham a certeza de que não podiam mais de separar. A solução foi começar uma peregrinação para que se conhecessem melhor. Cada avó deveria visitar a terra das outras avós. "Só pararíamos quando esse ciclo se completasse", disse. E assim o trabalho vem sendo feito. Cada passeio dessa missão é muito importante para o grupo. Não existe preocupação em traçar uma meta, tudo depende dos encontros e desencontros da vida.

Na aldeia

A participação de Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica aconteceu na manhã de domingo, 18. Antes de falar sobre seu trabalho com as Treze Avós, Maria fez uma oração e uma dança. O mesmo ritual que costuma fazer entre suas companheiras de peregrinação.

No auge de sua apresentação, Maria Alice falou da importância de se conviver bem com o meio ambiente. "A mãe natureza é única e essencial para nossa sobrevivência, portanto não pode morrer", lembrou. Enquanto estavam sendo projetadas imagens de um vídeo que narra a viagem das avós pelo mundo, ela explicou ao público presente detalhes dessa aventura.

Rituais e reuniões

Atualmente, as Avós conseguem se reunir duas vezes ao ano. Quando estão juntas, costumam fazer quatro rituais centrais ao longo do dia. Quando o sol está nascendo, ao meio-dia, quando o sol está se pondo e à meia-noite.

Em 2010, o Japão recebe a visita das "GrandMothers" (ou Avós na nossa língua). O próximo ano está reservado para o Brasil, nessa visita, a proposta é aproveitar a oportunidade de se reunir dentro de um mesmo país com inúmeros povos e culturas. "Eu não sou uma pessoa de uma raiz só. Não sou uma índia, não sou uma negra, não sou uma branca. Sou uma brasileira, uma sul-americana e dentro do grupo represento o diálogo entre raças", explicou Maria Alice.

Conheça as Treze Avós e seus respectivos países

Aama Bombo - Nepal
Margaret Behan - EUA
Rita Pitka Blumenstein - EUA
Julieta Casimiro - Mazatec - Mexico
Maria Alice Campos Freire - Brasil
Flordemayo - Mayan - EUA
Tsering Dolma Gyaltong - Tibet
Clara Shinobu Iura - Brasil
Beatrice Long Visitor Holy Dance - EUA
Rita Long Visitor Holy Dance - EUA
Agnes Baker Pilgrim - EUA
Mona Polacca - EUA
Bernadette Rebienot - Gabon

Conheça mais sobre a história das Treze Avós no site: www.grandmotherscouncil.com

19 de setembro de 2011

Aprendendo a controlar os pensamentos


"As pessoas têm que ser responsáveis pelos seus pensamentos, então elas têm que aprender
a controlá-los. Pode não ser fácil, mas pode ser feito."
 Nós controlamos nossos pensamentos, controlando a nossa conversa interior. A qualquer momento
que escolhermos podemos falar a nós mesmos de forma diferente. A luta vem com as emoções
que estão ligadas aos nossos pensamentos. Se a nossa emoção é alta e parece estar fora de controle,
podemos dizer a nós mesmos PARE!, fazer algumas respirações profundas, em seguida, pedir ao
Criador para que tenhamos o pensamento correto, a decisão certa ou a ação correta. Se praticarmos
isso por um tempo, a nossa vida e os pensamento serão diferentes. Ajuda sempre vem quando
á pedimos sinceramente ao Grande Espírito.
 "Grande Espírito, hoje, o meu pensamento de modo direto e as minhas escolhas, serão escolhidos
por você."

15 de setembro de 2011

Livros: Xamanismo e afins



Xamanismo e afins

Livro: A Sabedoria do Xamã.
Autor: Hank Wesselman
Editora: Rocco

Livro: O Segredo do Xamã.
Autor: Douglas Gillete
Editora: Rocco

Livro: Santo Daime Revelado.
Autor: Gideón dos Lakotas
Editora: Corpo Mente

Livro: Magia Indiana - Atharva-Veda Fórmulas e Práticas.
Autor: Maurice Bloomfield
Editora: Madras

Livro: O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza.
Autor: Geoffrey Hodson
Editora: Pensamento

Livro: O Caminho Quádruplo.
Autor: Angeles Arrien
Editora: Ágora

Livro: Universo Holográfico.
Autor: Marcos Torrigo
Editora: Madras

Livro: Os Quatro Ventos.
Autor: Alberto Villoldo e Erik Jendresen
Editora: Ágora

Livro: A Erva do Diabo.
Autor: Carlos Castaneda
Editora: Record

Livro: Viajem a Ixtlan.
Autor: Carlos Castaneda
Editora: Record

Livro: Meditações dos Animais de Poder.
Autor: Nicki Scully
Editora: Pensamento

Livro: Inca Myths.
Autor: Oscar Espinar La Torre
Editora: Anka

Livro: Animal Speak.
Autor: Ted Andrews
Editora: Llewellyn

Livro: Sacred Smoke.
Autor: Harvest McCampbell
Editora: Native Voices

Livro: Prevenções e Curas com Pedras.
Autor: Karl Startk e Werner E. Meier
Editora: Robafim