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Apresentação

"O xamã, não se autoproclama. Ele é chamado para suas tarefas espirituais, passa por treinamentos, então é reconhecido pelas pessoas de sua comunidade."
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24 de setembro de 2011

Treze Avós Indígenas e uma missão: curar o mundo

Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica durante a gravação da entrevista 




Foto: Anne Vilela
Maria Alice Campos Freire é uma das brasileiras que participam do Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas, procedentes de vários cantos da Terra, que resolveram se unir com um objetivo comum: o de curar o mundo.

O ínicio

O Conselho existe há seis anos e começou com uma reunião que aconteceu em 2004, nos EUA. O primeiro contato das Treze Avós durou três dias. Juntas, fizeram mesas redondas para conversar sobre diversos assuntos: "Mãe terra, mãe água, natureza, paz, guerra, crianças, o futuro da humanidade, seus descendentes, e outros assuntos além do céu e da terra", contou Maria Alice.

Durante estes três dias de convivência, contaram com a ajuda de tradutores para se comunicar, e chegaram a uma conclusão: eram avós das quatro direções do planeta e apesar de falarem idiomas diferentes representavam uma só voz, com o objetivo de cuidar do mundo. "Choramos muito, rimos muito, cantamos e também dançamos", narrou Maria Alice.

Segundo a representante do grupo, depois deste primeiro contato, as treze avós não sabiam ao certo por onde começar sua missão, mas tinham a certeza de que não podiam mais de separar. A solução foi começar uma peregrinação para que se conhecessem melhor. Cada avó deveria visitar a terra das outras avós. "Só pararíamos quando esse ciclo se completasse", disse. E assim o trabalho vem sendo feito. Cada passeio dessa missão é muito importante para o grupo. Não existe preocupação em traçar uma meta, tudo depende dos encontros e desencontros da vida.

Na aldeia

A participação de Maria Alice na IV Aldeia Multiétnica aconteceu na manhã de domingo, 18. Antes de falar sobre seu trabalho com as Treze Avós, Maria fez uma oração e uma dança. O mesmo ritual que costuma fazer entre suas companheiras de peregrinação.

No auge de sua apresentação, Maria Alice falou da importância de se conviver bem com o meio ambiente. "A mãe natureza é única e essencial para nossa sobrevivência, portanto não pode morrer", lembrou. Enquanto estavam sendo projetadas imagens de um vídeo que narra a viagem das avós pelo mundo, ela explicou ao público presente detalhes dessa aventura.

Rituais e reuniões

Atualmente, as Avós conseguem se reunir duas vezes ao ano. Quando estão juntas, costumam fazer quatro rituais centrais ao longo do dia. Quando o sol está nascendo, ao meio-dia, quando o sol está se pondo e à meia-noite.

Em 2010, o Japão recebe a visita das "GrandMothers" (ou Avós na nossa língua). O próximo ano está reservado para o Brasil, nessa visita, a proposta é aproveitar a oportunidade de se reunir dentro de um mesmo país com inúmeros povos e culturas. "Eu não sou uma pessoa de uma raiz só. Não sou uma índia, não sou uma negra, não sou uma branca. Sou uma brasileira, uma sul-americana e dentro do grupo represento o diálogo entre raças", explicou Maria Alice.

Conheça as Treze Avós e seus respectivos países

Aama Bombo - Nepal
Margaret Behan - EUA
Rita Pitka Blumenstein - EUA
Julieta Casimiro - Mazatec - Mexico
Maria Alice Campos Freire - Brasil
Flordemayo - Mayan - EUA
Tsering Dolma Gyaltong - Tibet
Clara Shinobu Iura - Brasil
Beatrice Long Visitor Holy Dance - EUA
Rita Long Visitor Holy Dance - EUA
Agnes Baker Pilgrim - EUA
Mona Polacca - EUA
Bernadette Rebienot - Gabon

Conheça mais sobre a história das Treze Avós no site: www.grandmotherscouncil.com