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Apresentação

"O xamã, não se autoproclama. Ele é chamado para suas tarefas espirituais, passa por treinamentos, então é reconhecido pelas pessoas de sua comunidade."

4 de agosto de 2012

O NASCIMENTO DE UM XAMÃ

O xamã é escolhido a partir de um chamamento divino, por herança ou por aprendizagem. Em qualquer um destes casos, ele teria que passar por experiências iniciáticas e por uma árdua aprendizagem, na qual o futuro xamã experimentava a sua própria morte e renascimento, penetrando nos outros mundos, aprendendo a linguagem dos animais, das plantas, das pedras e encontrando os Guardiães e os Mestres das outras dimensões. Abrindo as portas da sua percepção, o xamã recebia os conhecimentos e o poder para ajudar e curar os outros. Ao final, o seu corpo é refeito, porém, sempre faltará um ossinho, perdido e jamais encontrado, para dar-lhe a dimensão da sua imperfeição e, portanto, de sua humanidade. 
Para muitas culturas, o xamã era quem possuía a chave para penetrar no mundo dos espíritos e assim ser mediador entre a vontade dos Deuses e os homens. Sua posição de historiador, curador, sábio conselheiro e chefe espiritual não lhe eram outorgada ao acaso. 


O candidato era identificado por determinados sinais que ia mostrando ao longo de sua infância e puberdade, que consistiam em sintomas físicos e psíquicos particulares: isolamento, convulsões, visões terríveis, enfermidades físicas desconhecidas, linguagem incoerente, etc. Por volta dos 15 anos era isolado em uma gruta e o submetido a uma rigorosa iniciação; provas que implicavam na confrontação com o mundo “profundo”. Nesta luta cruel se o candidato saía vitorioso, os elementais (espíritos da natureza) o serviam como aliados e intermediários com outros espíritos dotando-o de poderes curadores, do dom para interpretar sonhos, a capacidade para viajar de tempo e espaço, a magia para adotar formas animais diversas e o conhecimento curador das ervas. Ao fracassar na prova, seria vencido por estas mesmas forças sob forma de morte ou enfermidade, loucura e sofrimento constante.


A GRANDE TEIA DA VIDA

Os xamãs não seguem nenhum dogma ou religião, todos acreditam na rede universal de poder que sustenta toda vida, A GRANDE TEIA DA VIDA. A origem da sua fé reside na sua própria experiência com a natureza.


Segundo o xamanismo, todos os elementos do meio ambiente estão vivos e todos possuem a sua fonte de poder no mundo espiritual.Pedras, plantas e animais estão carregados de vida e devem receber o devido respeito para a manutenção da harmonia e da saúde. Para os xamãs, todas as formas de vida estão interligadas, e o equilíbrio mutuamente sustentador entre elas é fundamental para a sobrevivência da humanidade. Cabe a nós compreender este equilíbrio e viver em harmonia com ele.


IMPORTANTE: Qualquer pessoa pode aprender sobre a espiritualidade natural, sobre a filosofia contida no xamanismo, mas, ninguém vai se tornar “xamã” em um workshop de fim de semana, dentro de um espaço new age ou coisa que o valha.